22 fevereiro 2011

Revelação: O Deus irredutível - Parte 1
















Por Jorge Fernandes Isah

Se há algo que tem me marcado ultimamente, e o qual tenho sido ensinado através das Escrituras, é Deus revelar-se em poder, glória e majestade na sua Criação; de que a revelação natural manifesta ao mundo todo o esplendor, infinitude, domínio, e intensidade do eterno poder divino [Rm 1.20], ao ponto do mais ignorante dos homens, e até mesmo os ainda mais ignorantes que ele [os ateus], não estarem livres de formular conceitos e idéias sobre Deus, numa disposição, o “sensus divinitatis” [1], de que existe o Criador. Ela perpassa todos os homens, crentes ou não; e o próprio fato do cético afirmar a sua descrença é a declaração de que, mesmo opondo-se a Deus, ele não pode se ver livre dele. Ao negá-lo, apenas revela a consciência, mesmo deturpada, caída, corrompida, de que ele possui a consciência de Deus.

Na verdade, o ateu, ao se debater e se bater para provar a não existência do Criador, dá o testemunho secreto da alma de que ele existe. A prova está em como essa rejeição toma-o de assalto, de tal forma que ela preenche a sua vida tornando-o indissociável da idéia de Deus, ainda que negativamente. O objetivo passará a ser opor-se-lhe, com o empenho, dedicação e esmero digno de um adorador, porém um adorador disposto a destruir o objeto de adoração. Pois, em sua ignorância, ao negá-lo, nega-se a si mesmo. Da mesma forma que ele não pode se cortar sem sentir dor, é impossível a vida sem Deus. Se a morte precisa da vida para existir; se o bem não houvesse não existiria o mal; se o feio carece do belo para ser; a vida também depende de Deus para subsistir. Não uma antítese, como nos casos citados anteriormente, mas sem ele nada haveria ou poderia simplesmente existir ou ser feito [Jo 1.3].

Ninguém nasce ateu; o ateísmo é o ápice da rebeldia contra a autoridade divina, e acontece numa fase temporária, como se o homem estivesse em coma e perdesse a sua consciência. O ateu é um inconsciente, a autoministrar-se doses regulares de pecaminosidade, ao ponto de se considerar autônomo, sendo a sua independência irreal sustentada pelos anestésicos que o mantém em estado de torpor, e assim é-lhe incapaz ter a noção exata do que se passa em torno dele ou com ele. Julgando-se habilitado a desafiar a Deus, convencido de estar procedendo em coerência com a sua percepção geral, ele estaria na mesma condição de, por exemplo, alguém afirmar estar em terreno seco quando a água está-lhe a cobrir a cabeça. Quem nega a revelação natural e, por conseguinte, Deus, incorre em autoengano, quando a sublevação instala-se violentamente ao ponto de se auto-afirmar ser necessário repudiá-lo, renunciar à sua vontade, não admitir a sua existência a qualquer custo, e, então, ainda que seja pela vontade, uma vontade delineada pela injustiça, chegar ao estágio em que todo homem almeja, no íntimo, alcançar: autoproclamar-se deus. Com isso, o que consegue é apenas iludir-se com a idéia de que assentou definitivamente no trono quando nem mesmo ainda entrou nos limites do castelo: mudar a verdade em mentira [Rm 1.25].

Há o negar-se Deus para reafirmar o homem. Há o negar-se o conhecimento para se desconhecer. Há o negar-se a culpa para se viver impiamente. Há a não glorificação de Deus para se autogloriar na escuridão do coração insensato. Há o desprezo à sabedoria para o louvor da loucura... E, assim, diz “o néscio em seu coração: não há Deus” [Sl 14.1]. Somente o tolo pode não se aperceber disso, mas o simples fato de imbuir-se de uma cruzada contra o Criador, exclui qualquer possibilidade de não-consciência da realidade de que ele existe; apenas não quer aceitá-la; na recusa de confessar-se a imagem dele, ainda que esteja distorcida pela Queda e o pecado. Seria o mesmo que alguém visitasse uma “sala de espelhos”, onde as imagens de si mesmo são disformes, e dissesse: “como é possível eu me reconhecer nelas se não se parecem comigo? Se não se parecem comigo, não sou eu; e se não sou eu, como posso me reconhecer?”.

A lógica, ou a falta dela, é mais ou menos o que o homem pode apreender de si mesmo a partir de uma imagem deformada de si. E teimar em negar Deus a partir da imagem deformada que construiu, ou da sua destruição interior, e insistir em perguntar: como posso reconhecê-lo? Porém o Senhor nos deu não somente indícios, mas evidenciou todo o seu poder e glória através da Criação; que se pode considerar como o som produzido por ele para o deleite dos nossos ouvidos. Ocorre que há os surdos, os impossibilitados de ouvir [2], e pelo fato de não ouvirem, alardeiam aos quatro cantos que não existe som, de que ele é uma ficção ou apenas uma muleta para provar-se que a língua, cordas-vocais, palato e os lábios têm um significado e não são inúteis, assim como os ouvidos também têm de ter um propósito que justifique-lhes a vida. É o mesmo que se dispor a crer no poder do acaso e da aletoriedade, supondo   que compreendem a realidade ou até a criaram, como se a "roleta-russa" [3] fosse capaz de projetar a arma, o projétil, o crânio e o sangue a jorrar-lhe, ou o simples estalido seco da câmara vazia do revólver. 

Qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo, pode se aperceber da verdade de que Deus é o Senhor do universo, porque "no princípio criou Deus os céus e a terra" [Gn 1.1]. Por onde andamos, para onde olhamos, no que tocamos, está evidenciado que o mundo é o lugar onde Deus diz muito de si, a gritar a sua sabedoria e poder; a ordenar aos homens que o adorem; porque “os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos... não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz. A sua linha se estende por toda a terra, e as suas palavras até o fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol” [Sl 19.1,3-4].

Mesmo se uma pessoa tivesse nascido em uma ilha deserta, sem qualquer contato humano, inclusive com os pais, somente pela obra das mãos divinas seria possível a esse homem vê-lo, pois além de serem feitas por ele, elas o revelam. Com isso, não estou a dizer que a revelação natural é suficiente para o homem conhecer a verdade, ainda que não houvesse o pecado e a Queda [4], mas seria suficiente para reconhecer o seu poder e glória, honrando-o como o Criador e Senhor de todas as coisas que vieram à existência por sua vontade.

Vale ressaltar que a revelação natural não pode salvar, nem trazer ao homem um relacionamento com Deus. Ela é suficiente para condenar o homem, para revelar que Deus existe, e de que é o Criador e legislador do universo. Ao se rebelar, o homem rejeita todas as evidências que ela lhe apresenta: a origem divina do Cosmos e das leis que o ordenam; a origem divina da lei moral, cuja consciência é-lhe inerente e na qual não quer se submeter. Por isso, Paulo diz que o homem é inescusável diante de Deus, por não querer entendê-las nem vê-las.

Portanto, Deus se revela na Criação, mas essa revelação não é capaz de levar o homem a vê-lo além do seu poder; pois outros atributos como o amor, bondade, misericórdia e graça somente podem ser conhecidos através da revelação especial. Assim, posso concluir esta parte com a seguinte afirmação: Deus revela através da natureza o seu poderio, mas o seu amor somente pode ser conhecido pela Palavra. E essa palavra é Cristo!

Notas: [1] “Sensus Divinitatis”[encontrei também a grafia “divinitatis sensus”] é o conhecimento inato ou a disposição ao conhecimento de Deus inerente à mente humana, dada pelo próprio Deus. Paulo define-o assim: “Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou” [Rm 1.19].
[2] Analogia a Jo 12.40.
[3] É um jogo de azar onde os participantes colocam uma bala - tipicamente apenas uma - em uma das câmaras de um revólver. O tambor do revólver é girado e fechado, de modo que a localização da bala é desconhecida. Os participantes apontam a arma para suas cabeças e atiram, correndo o risco da provável morte caso a bala esteja na câmara engatilhada. 
[4] Não acredito que fosse possível ao homem [mesmo Adão, antes da Queda], o conhecimento perfeito do Criador; porque encontramos na sua Criação uma parte dos seus atributos, ainda que se possa dizer que o amor e a bondade estão manifestos nela. Deus somente pode ser conhecido através da revelação especial, e mais detidamente através do Redentor, Jesus Cristo. Como esse ponto será abordado em outro texto, deixo apenas a minha convicção de que o pecado e Queda foram decretados por Deus para que o seu povo pudesse conhecê-lo verdadeiramente. 
[5] Esta série que, se Deus quiser, publicarei, deve muito ao meu pastor Luiz Carlos Tibúrcio, o qual tem  pregado sequencialmente o livro de Salmos; porém sem qualquer participação nos eventuais erros que eu venha a incorrer. 

31 comentários:

  1. Fábio,

    obrigado pela visita.
    Volte sempre!
    Abraços.
    Cristo o abençoe!

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  2. Jorge,

    que o Pai continue iluminando o seu conhecimento a respeito dEle, ainda bem que tu compartilhas conosco.

    Muito legal.

    Criação=Poder, Majestade e Glória.
    Palavra=Cristo=Amor, Misericórdia e Graça.

    Amei!

    Fernanda, o Denes mandou um abraço (temos um vizinho ateu relutante, não dá nem para conversar)

    Grande Abraço.

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  3. Fernanda,

    Amém!

    Legal você ter compreendido pois, todo o texto pode ser resumido nesta fórmula que você demonstrou. No fundo, a minha conclusão é a mesma sua: a revelação natural nos mostra o poder de Deus, enquanto a Palavra [a revelação especial] nos mostra o seu amor.

    Segue um grande abraço ao Denes e a você; orando para que o seu vizinho ateu saia da ignorância e volte-se para Cristo.

    Grande e forte abraço, meus irmãos!

    Cristo os abençoe!

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  4. Graça e paz Jorge.
    Parabéns pelo excelente texto.
    Alguns anos atrás eu comecei fazer o discipulado em uma casa onde havia duas famílias. Esse estudo era dado uma vez por semana durante treze semanas. Ao fim das lições eu perguntei o que eles acharam e se pretendiam se batizar. Para meu espanto e alegria da família, um dos rapazes confessou que Jesus era a partir daquele dia seu Salvador e Senhor. Com essas palavras toda a família começou a chorar compulsivamente e eu, igual marido traído (rs), não estava entendo nada. Até que alguém resolveu me explicar o porquê de tanta alegria e emoção, é que o tal rapaz era ateu e durante o período em que esteve ouvindo a Palavra de Deus o Espírito Santo o convenceu do pecado, da justiça e do juízo. Para concluir, esse rapaz hoje está no seminário, Deus o chamou para o ministério da Palavra. Agindo eu quem impedirá, diz o Senhor.
    Fique na Paz!
    Pr. Silas

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  5. De fato, as pessoas tendem a crer em deuses - e não apenas no deus cristão, como você insisti em dizer. Da mesma forma, elas tendem a atribuir explicações sobrenaturais a eventos naturais plenamente explicáveis. Assim, vemos pessoas defendendo a existência de ovnis, fantasmas, bruxas, curas por cristais, psicografia etc. Mas não creio que você também defenda que o fato das pessoas "não estarem livres de formularem conceitos e ideias" sobre as mais diversas entidades sobrenaturais evidencie a existência das mesmas.

    Na verdade, o senso comum nos engana com frequência desconcertante. Por exemplo, estudando física descobrimos que o tempo não é absoluto, mas relativo e intimamente ligado ao espaço. Essa afirmação constitui o base da teoria da relatividade formulada por Einstein e revolucionou nosso conhecimento sobre o universo e embora vá contra o senso comum é verdadeira. Não foi apenas provada como o tal, mas é fundamental para o funcionamento de dispositivos tais como o GPS. Você tem um GPS? ;-)

    Poderia citar mais exemplos, mas isso basta para demonstrar que o simples fato de as pessoas corriqueiramente acharem que algo é verdadeiro não signfica que realmente o seja.

    O mesmo vale para deus.

    Observe que não estou dizendo que deus não existe, embora não creia nele. Estou apenas dizendo que seu argumento para defender sua existência é furado. Até porque o ônus da prova recai sobre quem faz a afirmação...

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  6. Isah,

    Muito bom estudo e tenho que concordar que a fórmula da Fernanda foi excelente... que poder de síntese!

    "Criação=Poder, Majestade e Glória.
    Palavra=Cristo=Amor, Misericórdia e Graça."

    Já tinha visto isto antes e gostaria de destacar que o homem jamais poderá compreender Deus em toda sua magnitude, porque se isto fosse possível, Ele não seria Deus. Mas, paulatinamente, pouco a pouco, Ele se revela ao homem, na medida que nós nos tornamos aptos a compreendê-lo.
    E como estar apto para compreender a revelação divina? Pela santificação, pois precisamos de comunhão para Ele se revelar. Deus jamais descerá a nossa pecaminosidade para podermos ter comunhão, logo é mister que nós tentemos, pela consagração constante, tentar chegar próximo do nível de santidade divino (que por nossas capacidades é impossível - precisamos do sangue de Cristo que nos santifica).
    Fique na Paz!

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  7. Gutto,
    Vc é o Grhoss? (nunca sei bem como se escreve).
    Não fui quem argumentou, mas gostaria de dar-lhe uma resposta.
    "Assombra-me o universo e eu crer procuro em vão que existe um tal relógio e um relojoeiro não"
    Voltaire
    Esta é uma frase célebre de um filósofo célebre, e concordo em gênero e grau. Por mais que busquemos entender o universo por suas leis, sempre nos restará outra dúvida: quem fez as leis?
    Nada é por acaso? Se existimos... é um milagre e tem sujeito nesta ação milagrosa: Deus.
    Espero que Deus te ilumine e você passe a enchergá-Lo, pois, independente de vc crer Ele continuará existindo.
    Forte abraço

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  8. Pr. Silas,

    Dá-nos alegria saber que Deus pode, a qualquer momento, segundo a sua vontade, ordenar todos os nossos pressupostos, eliminando os falsos e colocando em seu lugar os verdadeiros. Foi assim comigo, com o irmão, e com todos aqueles os quais Deus agiu, levando-nos cativos aos pés de Cristo.
    Na verdade, não há diferenças entre um ateu, um cristão nominal, um agnóstico [um ateu que não seu assumiu ainda] ou alguém que professe outra fé. Todos são iguais, pecadores e carecendo da graça do nosso Senhor. Assim também éramos, mesmo não negando a sua existência, mas rejeitando-o e nos opondo ao amarmos o pecado e nos apegarmos a ele.
    Como o irmão disse, agindo o Senhor quem o impedirá? Ninguém! Oro para que todos aqueles que ainda não conhecem ao Senhor Jesus, nem reconhecem o seu senhorio, sejam tocados pelo Espírito e se convertam.
    Grande testemunho o dado pelo irmão, revelando o Deus infinito ao qual servimos e amamos.

    Grande e forte abraço, meu irmão!
    Cristo o abençoe!

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  9. Oi, Gutto!
    Legal tê-lo por aqui.
    Veja bem, para mim, qualquer pessoa que não crê no Deus bíblico está no mesmo pé de igualdade: a incredulidade.
    Quem crê em Deus, sem se submeter a ele, não é diferente do ateu que não crê nem se submete também. Por isso, tanto um como o outro apelam para o autonomismo, para uma independência de Deus que não existe, nem pode ser explicada.
    Você considera todos os fenômenos explicáveis... acho que estamos vendo um novo "deus" se formando! [rsrs].
    Em momento algum apelei para o senso comum como infalível, pelo contrário, ele não nos permite conhecer a Deus; podemos detectá-lo, inferi-lo, mas jamais conhecê-lo. Apenas a revelação especial [Bíblia Sagrada] pode nos revelar o Deus vivo e verdadeiro.
    Bem, meu argumento não o agradou? Paciência! A questão é de pressupostos. Você o tem baseado na premissa de que Deus não existe [mesmo sem afirmar, afirmando]; eu o tenho baseado na premissa de que ele existe. Acontece que isso, sem o mover do Espírito Santo em minha vida, sem a regeneração, sem a transformação, sem que a minha mente se tornasse a mente de Cristo, de nada me adiantaria. Crer por crer ou não crer por não crer, dá na mesma.
    Não quero convencer ninguém a crer em Deus, pois muitos do que crêem estarão condenados do mesmo jeito do que os que não crêem. O que importa é, como disse o pr. Silas, a pessoa reconhecer Jesus Cristo como Senhor e Salvador pessoal; e assim tanto a premissa como os pressupostos serão ordenados por Deus. E a vida transformada por ele, também.
    O mais é guerra de argumentos: você os tem, eu os tenho; e de nada valem em si mesmos nessa questão. Se o meu argumento é furado, ainda assim você está aqui discutindo sobre Deus.
    Mas tenha em mente que o fato de você não querer crer é fruto da rebeldia deliberada da sua vontade que se quer ver "livre" de Deus. Mas posso garantir, ainda que isso não lhe sirva para nada, que é impossível.
    Grande abraço!
    Cristo o abençoe!

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  10. Vinícius,

    a fórmula da Fernanda é realmente ótima! Definiu bem as muitas linhas que escrevi numa equação certeira. Que pontaria! [rsrs].
    Concordo com o seu comentário, apenas fazendo um pequeno adendo: o se tornar apto a conhecer Deus e a santificação são obras do próprio Deus, não fruto do nosso esforço.
    Não digo que você pensa isso, não pareceu, mas é apenas para não deixar mal-entendidos a quer ler.
    Faço minha a sua oração ao Gutto.
    Grande abraço, meu irmão!
    Cristo o abençoe!

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  11. Cheguei atrasado... o velho bordão encaixa mais uma vez: "excelente texto". Posso republicá-lo?

    Gostei da descrição do processo ateísta...tem um pouco de experiência pessoal? Sempre supus que o ateu tem uma encrenca com a religião, geralmente conhecem-nas mais que a média das demais pessoas, ou tem a sua teologia na ponta língua ou os registros das suas piores mazelas. Mas o que Deus teria com isso? Trata-se de uma confusão infantil e injusta. Duas coisas: uma minha última postagem Seria a Bíblia verdadeira?
    e um vídeo feito por ateu americano judeu (ex?) e ex-católico, tem seus venenos e os testemunhos de vários religiosos incluindo crentes. Nosso Deus te abençoe querido irmão,no seu talento e testemunho. Um abraço!

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  12. Ah! o vídeo é o documentário "Religius"

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  13. Helvécio,

    sabe que pode republicar qualquer texto meu sem pedir. Já está autorizado previamente.

    Sim, tem um pouco de experiência pessoal, ainda que ela tenha ocorrido muitos anos atrás; numa época em que me considerei ateu, mas a idéia era tão tola em si mesma que, por mais que eu insistisse, não via razão para prosseguir. Foi por uns dois ou três meses, mas posso garantir, apesar de me dizer ateu, nunca o fui de verdade, pois a idéia de Deus pairava sobre mim e em mim, mesmo quando não queria; mesmo quando tentava me convencer da minha suposta nova realidade. Por fim, desisti.
    Ainda fiquei muitos anos na incredulidade [como disse, quem não se submete a Deus é incrédulo e autonomista do mesmo jeito que um ateu], mas graças a Deus, pelo seu poder, fui resgatado da ignorãncia e levado cativo ao reino de glória do nosso Senhor Jesus Cristo.
    Concordo contigo, em certos aspectos, o ateu conhece mais de Deus que muito crente; ao menos no desejo insano de destruí-lo, no qual empregam um boa dose de fé, uma fé as avessas é verdade, mas ainda uma crença.
    Grande abraço, meu irmão!
    Cristo o abençoe!

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  14. Vinícius, não sou Grhoss.

    Helvécio,
    A maioria dos ateus no Brasil são ex-religiosos que em algum momento questionaram sua fé e pesquisaram a seu respeito.

    Jorge,
    Não defendi em minha mensagem a inexistência de deus(es). O que fiz foi criticar seu argumento, que parte de uma premissa vazia: que o fato de tendermos a crer em entidades/forças sobrenaturais (e não apenas deus) é evidência da real existência das mesmas. A questão aqui não é agradar ou deixar de agradar, verdade é verdade, agradando ou não.

    Confesso, porém, que o que me fez responder seu post foram suas colocações equivocadas quanto àqueles que se declaram ateus - eu incluso. Me incomoda isso, especialmente por que a coisa de duzentos anos atrás pessoas comuns como você não hesitariam em assassinar pessoas comuns como eu por conta de razões dessa ordem. Calvino e Lutero que o digam...

    Quanto ao deus - ou deuses, visto que há uma legião deles, em todas as formas, sabores e cores, prefiro não entrar nessa questão. O motivo é que imagino que para você a fé seja argumento suficiente. Para mim não é. Mas todos temos direito às nossas próprias opiniões...

    Considero que todos os fenômenos são explicáveis. Nesse ponto, os fatos estão ao meu favor. Claro que você e eu podemos chamar de 'deus' as forças e leis da natureza sumarizadas no nosso conhecimento científico, mas tal deus é no mínimo insatisfatório. Posso garantir que não rezo para ele, lhe faço altares ou conto com sua boa vontade. Na verdade, chega a ser engraçado! Imagine-se rezando para que uma pedra não sofra ação da gravidade! ;-)

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  15. Gutto,

    sem estender muito o assunto, mas já sabendo que não vou conseguir [rsrs]:
    1) Você se considera ateu mas não defende a inexistência de Deus?
    2) A minha premissa se baseia na sua afirmação ao Helvécio, de que todos os ateus eram religiosos, e por questionamentos e pesquisas [sic] chegaram à conclusão da não existência de Deus. A idéia de Deus estava lá, muito antes de você cogitar a sua não-existência. Portanto, você e os outros ateus são a prova de que não é uma premissa vazia.
    3) Mas Deus pode ser provado por qual método mesmo? Quer dizer que esse método é infalível, inquestionável, em seus princípios de revelar o não-Deus?
    4) Vocês apelam para a ciência como se ela fosse a "deusa" a guiá-los em seus dogmas. O que existe é um princípio filosófico, o materialismo, escorado na ciência que, por seu lado, depende do materialismo filosófico para capengar e não cair de vez.
    5) Quem sugeriu a execução de ateus por aqui? Acho que você deveria prestar mais atenção ao que está lendo para não acusar os outros de assassinos, injustamente. Pois disse que seria apenas uma questão de localização temporal para que eu agisse como um. Quem lhe garante isso? Sua onisciência? Faça-me o favor!
    Aponte no meu texto ou em meus comentários um aspecto em que eu tenha defendido tal idéia. Pelo contrário, oro para que vocês vejam, e saiam da escuridão. Agora, se não sairem, o problema é de vocês, não meu. E em nada me incomodam, pode ter certeza.
    Aliás, os ateus fundamentalistas são os que andam a pregar a erradicação de qualquer fé ou religião [e isso implica em religiosos também], para assim os homens verdadeiramente se encontrarem livres, numa liberdade somente possível no materialismo. Vide os milhões de cristãos que foram e ainda são mortos por sua fé em Cristo, nos regimes totalitários-materialistas [marxistas]. Quanta pretensão!
    6) Engraçada a forma como você raciocina, pois nunca vi ou ouvi alguém orando para uma pedra não sofrer a ação da gravidade, o que me leva a crer que sua visão sobre cristãos [e falo como cristão, não me interessam as outras cosmovisões] é infantil e estereotipada. Mas vou-lhe dizer uma coisa, para mim, a pedra não sai voando por aí sobre nossas cabeças por um simples motivo: Deus tem propósitos sábios para a sua Criação; Deus é lógico, enquanto para você nada mais existe do que a aleatoriedade, o poder do acaso, e de forças impessoais. Quem é mesmo crédulo por aqui?
    Mas como disse, meu objetivo não é convencer ninguém; muito menos você. E como é impossível você fazer o contrário, terminemos por aqui.

    Abraços.
    Cristo o abençoe!

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  16. Gutto,

    você tem direito a ter sim sua opinião, quem crê em Deus como Criador e Mantenedor de tudo (inclusive da sua incredulidade e da nossa credulidade), não quer impor uma opinião ou desmerecer as outras, se te parece dessa forma, verifique em você mesmo o que incomoda.

    A fé basta, o justo viverá de sua fé, é a Palavra de Deus, uma vez, no passado e na minha arrogância (estou falande de mim tá?) eu duvidei disso, era cega para a grandeza de Deus, hoje mesmo veriquei um site sobre Naica, os megacristais, e fiquei imaginando quão grande é o Criador do Universo, não conhecemos nada, e ele nos surpreende a cada descoberta, ao invés de todo ser humano admitir Sua existência, coloca na mão do acaso, de um bigbang, de uma tecnologia extraterrestre, estuda-se leis, ciência avança, tecnologias se superam a cada minuto, e mesmo assim, estamos perdidos em nós mesmos.

    Como tudo se formou? Não saberemos jamais, tem até uma anedota que contam que o homem fica tão feliz quando consegue criar outro ser humano do barro e vai se engrandecer perante Deus, e Ele diz: sim meu filho, isso é fácil, quero ver você criar o barro.

    Por mais que o homem avance em suas descobertas (até isso está predito na bíblia), nunca superaremos a Deus, e o pior é que muitos não conseguem vê-lO em tudo isso, toda a inteligência dada ao homem, não adiantou, ele se engrandeceu ao invés de engrandecer quem proporcionou tudo isso.

    Sei que você vai achar o que penso banal, não importa, desejo que você aproveite que está aqui e peça a orientação dAquele que está dentro de você, para a fagulha de Deus que Ele pos em todos nós, devido à Sua semelhança, e que Ele troque o coração duro que está aí, abraços Gutto, que um dia possa te chamar de irmão, tá?

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  17. 1) Apenas não vi sentido em discutir a existência de deus aqui, nesse momento. Além do mais, há algo que eu diga que vá fazer você mudar de ideia? Tampouco creio que você consiga produzir alguma prova consistente de que há um deus governando o universo.

    2) Eu sou ex-católico por que nasci num país proeminentemente católico, se tivesse nascido a uns mil anos no norte da europa eu estaria pedindo para Thor esmagar meus inimigos com seu martelo. Se eu tivesse nascido na Tailândia, seria Budista, e, como tal, também não acreditaria em deus (e não, Buda não era um deus).

    3) A inexistência de deus algum não pode ser provada de maneira definitiva. O mesmo vale para o Papai Noel, Coelho da Páscoa e o duende de cabelos loiros que vive atrás de minha privada.

    4) Não acuso você especificamente, mas um Brasil 100% cristão me assusta tanto quanto uma teocracia mulçumana. Tampouco me agrada um pais totalmente ateu. Unanimidade é uma coisa burra. E confundir comunismo com ateísmo é o mesmo que confundir Nazismo com cristianismo.

    6) O exemplo da pedra foi apenas para demonstrar que não faz sentido o argumento de que ateus colocam a ciência no lugar de algum deus.

    Bom, estou disposto a crer em deus, qualquer deus, até mesmo no loiro Thor ou no azul Krishna. Só preciso de uma coisa: evidência. Entenda, não tenho nada contra o seu deus, não creio nele pelo mesmo motivo que não creio nos espíritos que moviam as mãos do Chico Xavier, no Chupa-cabra que aterrorizou Varginha ou na homeopatia que cura de tudo.

    Só escrevi nesse blog para mostrar que ateus não são meros rebeldes ignorantes que resolveram derrubar algum reinado divino.

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  18. Guto,

    não vou me alongar mais, pois nossa conversa é circular, e se você aponta pressupostos errados em minhas conclusões, faço o mesmo nas suas.
    Quando disse ignorância no meu texto, quis dizer em relação ao conhecimento de Deus. Não estou a chamar ateus ou religiosos não-cristãos de ignorantes no geral [ainda que o pudesse fazer, pois a ignorância de Deus contamina todas as demais áreas da vida], mas ao ignorar Aquele que é impossível ser ignorado. Portanto, não foi uma forma de ofendê-los; provavelmente você tem muito mais conhecimento do que eu em muitas áreas, no que sou ignorante. Ignorantes, em alguém aspecto, todos somos; e quem me conheço sabe que já fiz afirmações sobre mim tanto aqui como em outros lugares. Quanto à rebeldia, mantenho a minha afirmação: ateus são rebeldes contra Deus.
    Chamar o Nazismo de cristão é brincadeira. A essência do Nazismo é a mesma do Comunismo; apenas o marxismo quis se ver livre do seu irmão de sangue, e rejeitou-o no decorrer da história. Assim como dizer que o Nazismo é um movimento de direita, quando o nome do Partido Nazista era "Partido Nacional-Socialista Alemão dos Trabalhadores". E o materialismo tem a sua "base moral" exatamente no desejo de suprimir qualquer moralidade judaíco-cristã, o que vale dizer que, eles criam a sua própria moral a partir da imoralidade, onde tudo é permitido para a vitória da revolução. Não há como negar que a base do marxismo é o ateísmo, mas com isso não estou dizendo que todo ateu é marxista ou que todo ateu defende a morte de inocentes.
    Bem, saiba de uma coisa, aqui você é um amigo; temos divergências e não são poucas; como disse, por termos pressupostos diferentes, mas não o temos por inimigo.
    Especialmente os comentários da Fernanda e do Vinícius foram dirigidos a você em humildade e mansidão, desejando que você veja o que vemos. Você pode considerar isso ruim, mas nós consideramos bom, e uma prova de boa-fé [olha ela ai de novo].
    No mais é um prazer tê-lo por aqui; no que vejo um nítido propósito divino, não uma coincidência ou acaso.
    Abraços

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  19. Bem, foi uma boa discussão. Acato sua posição.

    Abraços a todos!

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  20. OI Gutto, você consegui ser ouvido e isso é bom. Suas convicções não são um perigo par os que crêem como as convicções dos que crêem pode não ser tolices e fanatismos. Acho que podem haver ateus digamos, sinceros nas suas percepções. Quanto a pesquisa e as dúvidas que ateus como ex-religiosos possam ter tido e o têm de fato, há de se convir que religiao, igreja, ou ambas no plural possuem não poucas contradições e terríveis e escandalosos erros. Mas Deus, se existe, e para mim existe, está acima de todas as coisas e até mesmos das contradições históricas, dogmáticas, teológicas das religioes e até mesmo do cristianismo. Há de se convir que toda a informação seja religiosa e mesmo anti-religiosa é de origem humana e humanos não são cem por cento confiáveis não é mesmo? dessa forma conhecer para crer em Deus é experiência e experiência pessoal, como Jó não só de ouvir...
    Como ateu leia o livro da incredulidade na Bìblia, o livro de Eclesiastes ( não Eclesiasitico ). As dúvidas e a principiologia de um duvidoso sincero estão todas lá. Boa sorte.
    E não se abstenha de conversar conosco.

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  21. Há mais uma coisa,

    Nós cristãos e cristãos evangélicos temos não poucas divergẽncias sobre uma série de questões, mas elas ( essas )são comprovadamente menores em comparação com a certeza no que concerne a existência e caráter de Deus e na sua revelação complexa aravpes da complexa Bíblia Sagrada. Falo por armenianos, quenão me considero e por calvinistas como o irmão Jorge Isah. Porém cada um de nós alcançou a fé não por adesão pura e simples, catecismo mas por um doloroso, as vezes rápido, as vezes mais lento, as vezes mais complexo, as vezes mais direto de uma experiênca pessoal e solitária (?) entre alguém que não cria e alguém que agora crê sincera e verdadeiramente.
    Falo do Jorge e do Kálamos. Tudo o que o Jorge escreve, diz, pondera enfim, é fruto dessa experiência pessoal, de uma cosntante reflexão pessoal, e de um sentir Deus. Sim há uma resposta sobrenatural, não se trata somente de um arranjo lógico-mental com viés teológico religioso, mas uma história pessoal. Em nome do meu amigo, roubando-lhe presunsosamente a licença de dono desse prazeiroso minifúndio, volte sempre, volte mais vezes, converse com o pessoal, eles o aceitam como amigo. Cada um de nós tem o seu tempo.

    Um abraço.

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  22. Caro Jorge
    Gostei do texto.
    Gostei também da foto, antes olhava em enlevo para o além que ficava acima, agora olha reflexivamente para baixo... Risos...
    Eu adoro fotos, elas são sempre muito caricatas.
    Mas o seu perfil é bem másculo, ficou muito melhor do que pessoalmente... Risos...
    Quanto ao Guto... Vamos chegar a algum lugar?
    Ele tem o argumento dele baseado, assim entendi, principalmente na existência de provas consistentes.
    Mas... Se eu fosse agnóstico, eu diria que as tais provas consistentes que chegam para a minha razão são mediadas pela experiência e os sentidos são a interface, como os sentidos não são absolutamente confiáveis, quem garante que a evidência que experimento pelos sentidos é de fato consistente? Logo tudo o mais que racionalizo é furado também pois se baseia da consistência da evidência empírica, que consistência é esta? É o velho depate empiristas e racionalistas.
    Então ou eu creio, isto mesmo, CREIO (fé teimosa) que os sentidos não me estão enganando, para então afirmar que a minha ciência é absolutamente correta , ou então eu creio, isto mesmo, CREIO (fé teimosa) que a Escritura é a Palavra de Deus e quando ela afirma que os homens são indesculpáveis (Romanos logo no comecinho) só de olhar para a criação, que ela (A Escritura) é suficiente pressuposto para as minhas posteriores afirmações.
    Eu prefiro a minha fé teimosa na Escritura.
    O Guto prefere a sua fé teimosa (falo respeitosamente) no que ele chama de provas consistentes.
    Abraço fraterno.
    Em tempo, a foto nova indica que o colega continua sem barba, logo rebelde teonômico... Risos...

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  23. Helvécio,

    espero que o Guto não se sinta hostilizado, e volte outras vezes aqui; e aceite o seu conselho de ler a Bíblia.
    Estejamos orando por ele.

    Você definiu bem... o relacionamento com Deus é pessoal e parte de uma experiência pessoal. Muitos podem considerar subjetiva, e de fato é, mas com claros resultados objetivos em nossas vidas. Com isso não quero dizer que ela seja algo fantasiosa, ilusória, e irreal, não é isso. Quando digo subjetiva é por que ela não pode ser transmitida, de tal forma que outra pessoa a receba de mim. É estritamente algo dado por Deus ao homem; e não pode ser replicada como um produto em série. É necessário que se nasça de novo; que o Espírito regenere a mente, transformando-a na mente de Cristo; que os valores morais antes desprezados e rejeitados sejam aceitos; e ainda que seja um processo pelo qual todo crente passará, ele é ímpar. Ao ponto dos incrédulos considerar-nos loucos, mas nós também os consideramos, não é? [rsrs].
    Então, ela se torna na experiência mais objetiva que um homem pode experimentar, exatamente por não depender em nada dele, mas completamente do bom Deus; que a torna cada vez mais objetiva em nossas vidas.
    Somente Deus é capaz de "revolucionar" completamente a nossa vida, ao ponto de não sermos reconhecidos e não nos reconhecermos no que éramos, pois passamos a ser o que não queríamos; mas agora, pelo poder de Deus, queremos sê-lo, e ansiamos sê-lo: a imagem de nosso Senhor Jesus Cristo.

    Abraços.

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  24. Natan,

    você não perde a chance de pegar no meu pé, hein? [rsrs]. Mas tudo bem, você tem crédito de sobra... agora, não abusa... que negócio é esse de eu ser mais másculo na foto do que pessoalmente? [rsrs].

    Espero que o Guto esteja a lê-lo e reflita que nenhuma crença [e o empirismo também é uma crença, por que se não creio, como reconhecê-lo?] por mais que se pareça real, se não houver uma disposição subjetiva de aceitá-la como tal, ou melhor, crer que ela é verdadeira [portanto a prova não vem antes da fé, mas a fé vem antes da prova], não a reconhecerei como verdade, e ponto final!
    Tudo se baseia nos pressupostos: Deus existe, ou Deus não existe. As provas [impossíveis em ambos os casos] serão acomodadas às nossas crenças, que tanto podem nos levar a crer numa multidão de deuses romanos, como no deus acaso, na deusa aleatoriedade, no deus evolução impessoal, etc. Os fenômenos naturais explicados racionalmente não excluem Deus, nem podem excluí-lo, mas o incrédulo se utiliza deles para dar "corpo" à sua fé na não-existência do sobrenatural. Mesmo que ele não tenha respostas para a maioria das coisas naturais ou não [nem ninguém tenha], Deus já foi afastado, não por causa das "evidências", mas simplesmente pelo alijamento da vontade pessoal. E é essa vontade, de crer nisso e não crer naquilo, que nos levará a racionalizar se isso ou aquilo é verdade ou não.
    E o homem natural, necessariamente, negará o Deus bíblico, ainda que reconheça a sua existência.

    Grande abraço, meu irmão!
    Cristo o abençoe!

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  25. Rebelde teonômico não... sem barbas somos jovens e bonitos, com barba somos confundidos com Moisés, João na ilha de Patmos ( bem velhinho )e Matusalém. Portanto defendo o irmão Jorge na sua rebeldia teonômica. É isso aí.

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  26. Jorge e demais,

    Não me sinto hostilizado ou ofendido. Entendo que apenas as ideias que expus e defendi aqui foram atacadas aqui e não minha pessoa. (Ao meu ver ideias não precisam ser respeitadas, elas podem e devem ser criticadas).

    Então, estamos em casa.

    No mais, quem quiser continuar a discutir a existência de deus(es) deixo meu e-mail pessoal:

    c o r r e i o g u t a [arroba] g m a i l . c o m

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  27. Frei Betto está totalmente equivocado quando diz que todos nascem ateus. Mas, como ele é um "cristão" que não aceita o "Sola Scriptura", não estranhamos que tenha essa posição. Afinal, Romanos 2.14-16 nos fala de um conhecimento inato da lei de Deus que todo ser humano traz consigo. De fato, admitam ou não seus proponentes, erigir um sistema ético-moral puramente fundado no ateísmo sempre se mostrou um "calcanhar-de-Aquiles", uma questão irresolúvel até hoje. Coisa de "néscio" (Salmo 14.1), mesmo, como comprovado pelos sinistros experimentos stalinistas, maoístas e hitleristas.

    Parabéns por mais esse texto, Ir. Jorge!

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  28. Vanderson,

    Frei Beto e mais um monte de pessoas estão equivocados. Na verdade todos nascem teístas, e depois é que se rebelam contra Deus, e abraçam o ateísmo. Dizem que isso é fruto da racionalidade, do conhecimento de que não há evidências de que Deus existe [ao ver deles, os "rebeldes"], pois suas mentes iluministas apenas podem crer no que pode ser provado pela razão; porém, faço a pergunta: até que ponto a mente humana é perfeita o suficiente para que a sua racionalização seja inequívoca? Qual a base para se ter a certeza absoluta de que somente o que pode ser entendido pelo homem, do ponto de vista racionalista, é verdadeiro? Acontece que mesmo entre os racionalistas há discussões acerca da verdade de uns e da mentira de outros [rsrs].
    É aí que entra o Espírito Santo, a ordenar a razão, dando-nos a fé para que creiamos naquilo que não vemos, e aceite-mo-lo como a verdade absoluta e inequívoca.
    A questão da moral é apenas um dos calcanhares-de-Aquiles dos ateistas... um, entre tantos.

    Grande e forte abraço, meu irmão!
    Cristo o abençoe!

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  29. Grande Jorge!

    Já fazia um tempo que eu não passava por aqui. Ademais, bela reflexão acerca da revelação natural. O início do texto (ateus) me lembrou de uma frase de um certo ateu: "Eu não quero que Deus exista", ou seja, nem mesmo ele pode provar a não-existência de Deus, o máximo que pode fazer é negá-la, mesmo diante de sua conciência que lhe acusa na direção inversa. A ateu então além de remar contra a revelação natural, rema contra si próprio. Haveria loucura maior que essa?

    Grande abraço!
    Filipe Luiz C. Machado
    www.2timoteo316.blogspot.com

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  30. Filipe,

    somente agora percebi que você publicou um comentário no Kálamos "Klone"... é que vou pouco por lá, e os comentários são postados automaticamente e não chegam à minha caixa de email. Vou mudar essa configuração.

    Ótimo comentário! É isso mesmo, rebelião pura! Como você disse, ele vai ao extremo: ir contra si mesmo. Mas o pior é que vai contra Deus, e contra Deus, somente os tolos se levantam.

    Grande e forte abraço, meu irmão!

    Cristo o abençoe!

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