07 outubro 2011

Estudo sobre a Confissão de Fé Batista de 1689 - Aula 1

- A BÍBLIA: ÚNICA VERDADE INSOFISMÁVEL -










Por Jorge Fernandes Isah

A) INTRODUÇÃO:

Meus irmãos, boa noite!

Antes de entrar propriamente nas questões doutrinárias da Confissão de Fé Batista de 1689, farei uma pequena introdução desse evento histórico, mas adianto que não encontrei muitas informações em minhas consultas, porém, no que foi possível encontrar, creio que servirão para que os irmãos tenham uma ideia daquilo que estaremos estudando, a partir de hoje, com mais detalhes:

1) Houve uma 1a. Confissão de Fé Batista de Londres em 1644, que foi a predecessora da que iremos estudar. Essa confissão antecedeu mesmo a famosa CFW – Confissão de Fé de Westminster, concluída em 1646 pelos presbiterianos.
2) Ambas as Confissões de Fé Batistas de Londres são reformadas e calvinistas, ou seja, defendem os princípios do livre exame da Bíblia [devemos entender que há uma grande diferença entre livre exame e livre interpretação. Durante séculos, a Igreja Católica proibiu a leitura da Escritura por leigos, de forma que apenas o clero tinha acesso a ela. Até mesmo ter uma Bíblia era pecado. Com a reforma protestante, através de Lutero, defendeu-se o livre exame da Bíblia; qualquer pessoa poderia ter acesso direto ao texto sagrado sem a dependência de um clérico fazê-lo em seu lugar (antes de Lutero, que traduziu a Bíblia para o alemão, algo quase impossível em seu tempo, tendo-se em vista a obrigatoriedade da Bíblia ser impressa e lida em latim; houve  quem chegou a traduzir a Bíblia para as suas línguas pátrias, como John Wycliffe, um reformador inglês anterior à própria Reforma Protestante). Contudo, isso não quer dizer que qualquer um pode interpretá-la ao seu bel-prazer, distorcendo-a, desprezando a sua autointerpretação, pois a Escritura é autointerpretativa, e os vários séculos em que homens santos debateram e definiram pontos que estão presentes no texto mas que  são difíceis de compreender (2Pe 3.16). Então todos temos acesso hoje à Sagrada Escritura, mas tendo-se o cuidado de não tirar ou colocar nela aquilo que ela não diz, o que normalmente acontece na forma de erro doutrinário ou heresia]; a defesa da salvação somente pela graça de Deus, e o batismo por imersão somente aos fiéis adultos, dentre outros pontos.
3) As Confissões de Fé de Londres de 1644 e 1689 surgiram pela necessidade de se distinguir os Batistas Particulares ou Especiais dos Batistas Gerais. Aqueles creem na salvação como dom exclusivo de Deus, e que através da sua escolha soberana derramará sobre o eleito a sua graça e misericórdia. Por isso se crê que a expiação de Cristo na cruz não foi por todos os homens, mas somente por aqueles que o Pai lhe deu; enquanto os Batistas Gerais acreditavam na expiação vicária de Cristo por todos os homens, e de que os homens colaboravam, de alguma forma, com a sua salvação.
Este ponto, da expiação vicária de Cristo, será apresentado mais à frente. Aqui interessa-nos apenas delinear os motivos pelos quais urgiu-se a elaboração das duas confissões de fé.

ALGUMAS QUESTÕES SOBRE AS CONFISSÕES DE FÉ:
1) Elas não são infalíveis e inerrantes, ainda que os pontos abordados por elas tenham como fonte direta a Escritura Sagrada, mas somente esta é a infalível, inerrante e inspirada palavra de Deus.
2) Elas têm o objetivo de declarar publicamente aquilo que os batistas creem, pregam e ensinam.
3) Elas foram redigidas pelos puritanos.
4) Têm por objetivo orientar e definir princípios claramente delineados nas Escrituras a fim de se evitar os erros e heresias que o inimigo persistentemente insiste em implantar na Igreja, através de seus servos, os quais Paulo chamou de lobos cruéis [At 20.29]

POR QUE ESTUDAR ESTA CONFISSÃO DE FÉ E NÃO OUTRA?
A resposta é simples: esta é a melhor e a mais detalhada confissão de fé batista já produzida, e dela derivaram todas as demais confissões de fé batistas [Filadélfia e New Hampshire, p. ex] . Ela se torna ainda mais importante por nos apresentar o estudo de questões caras, fundamentais e imprescindíveis à vida de qualquer cristão: o conhecimento de Deus e da sua vontade. Nela encontraremos capítulos que expõem a doutrina das Escrituras, o Deus Tri-uno, a Criação, a Igreja, a Salvação, o Matrimônio... ou seja, tudo o que Deus nos revelou através da sua palavra como sendo a sua vontade, e que para nós é a regra de fé e vida.
Então, sem mais delongas, vamos direto ao nosso estudo.

B) CAPÍTULO 1: AS SAGRADAS ESCRITURAS
[O texto abaixo, em itálico, é a transcrição direta da C.F.B. de 1689]
1. A Sagrada Escritura é a única regra suficiente, certa e infalível de conhecimento para a salvação, de fé e de obediência.  A luz da natureza, e as obras da criação e da providência, manifestam a bondade, a sabedoria e o poder de Deus, de tal modo que os homens ficam inescusáveis; contudo não são suficientes para dar conhecimento de Deus e de sua vontade que é necessário para a salvação. 
Por isso, em diversos tempos e por diferentes modos, o Senhor foi servido revelar-se a si mesmo e declarar sua vontade à sua igreja. E para a melhor preservação e propagação da verdade, e o mais seguro estabelecimento e conforto da Igreja, contra a corrupção da carne e a malícia de Satanás e do mundo, foi igualmente servido fazer escrever por completo todo esse conhecimento de Deus e revelação de sua vontade necessários à salvação; o que torna a Escritura indispensável, tendo cessado aqueles antigos modos em que Deus revelava sua vontade a seu povo.
[2Tm 3.15-17; Is 8.20; Lc 16.29-31; Ef 2.20; Rm 1.19-21, 2.14-15; Sl 19.1-3; Hb 1.1-2; Pv 22.19-21; Rm 15.4; 2Pe 1.19-20]

RESUMO:
1- O primeiro ponto apontado pela CFB é de que a Bíblia é a nossa única, infalível e suficiente regra de fé e vida. Todos os crentes, de uma forma geral, afirmam esta verdade. Porém o que vemos não é bem isso. Cada vez mais os cristãos têm se distanciado da verdade para aderirem a conceitos temporais e falíveis, como as ciências humanas. Há uma substituição progressiva do ensino bíblico, o conhecimento do que Deus nos revelou, pelo conhecimento elaborado pelo homem. Com isso, conceitos antropológicos, psicológicos e sociológicos têm tomado o lugar da verdade e transformado princípios absolutos em relativos e efêmeros. Para se ter a Bíblia como regra de fé e vida é necessário a sua leitura, exame e estudo, e reconhecê-la como a fiel, santa e perfeita palavra de Deus. Sem o seu conhecimento ninguém pode afirmar que ela dirige e guia a sua vida, pois será impossível alguém guiar-se e dirigir-se sem saber aonde ir e como ir. A Escritura é o “mapa” que nos levará seguramente ao encontro da vontade perfeita de Deus.
2- A Bíblia foi escrita no decorrer de aproximadamente 1.500 a 2.000 anos, por 40 autores diferentes, mas não encontramos um livro confuso, disforme e contraditório, como muitos querem fazer parecer. Ela tem uma unidade perfeita, somente possível porque Deus é o seu autor. Pelo poder do Espírito Santo, homens inspirados redigiram o santo conselho de Deus para a humanidade, de forma que nela não há erros, falhas, discrepâncias, incongruências, paradoxos ou conflitos que indiquem falibilidade e errância, comprometendo a sua autoria sobrenatural.
3- A natureza nos revela que há um ser criador, mas não é capaz de nos revelar o Deus pessoal, Senhor e salvador. Em certo aspecto, a revelação natural ou geral pode nos indicar que o Criador é Todo-Poderoso; ou seja, ela pode revelar a existência do Criador e de que esse Criador tem todo o poder, pelo qual a Criação é sustentada.
4- O homem se tornou inescusável ou indesculpável diante de Deus pois o Senhor deu a todos os homens o "senso divino", a ideia inata de si mesmo, de revelar-se a todos os homens; e isso se deu porque todos os homens são criados à imagem de Deus. 
[Certa vez, em uma discussão com um ateu, eu disse que todos os homens nasciam teístas, que todos criam em Deus, mas que com o passar do tempo, a rebeldia se instalava de tal forma no coração do homem que ele negava completamente a Deus, tornando-se um ateu. Portanto, o ateísmo é uma degeneração, uma subversão e corrupção do "senso divino" que todo homem possuí, de tal forma que ele tenta anulá-lo com a sua descrença].  
5- Porém, a revelação natural é insuficiente para que o homem tenha o exato conhecimento de Deus e de sua vontade necessária para a salvação. O que torna indispensável e fundamental a revelação especial, a Palavra de Deus. Pois Deus somente será revelado proposicionalmente, como realmente é, por intermédio de sua palavra. Com isso, temos que apenas as pessoas que têm acesso à Sagrada Escritura podem realmente conhecer a Deus. Fora dela, há "deuses", não o Deus verdadeiro e vivo.
6- Assim, tanto a sua natureza, como caráter, obra e vontade são comunicadas exclusivamente aos homens pela revelação escriturística, tanto no Antigo como no Novo Testamento.
7- Deus determinou que a revelação oral fosse registrada aos homens de maneira escrita para que servisse de instrução, orientação e edificação do seu povo; de maneira que o próprio Deus é o seu autor e aquele que preserva a sua palavra da corrupção, da maldade e da destruição por Satanás e seus servos. De maneira maravilhosa, Deus conservou e conservará a sua Palavra inerrante e infalível para que o seu povo seja por ela guiado, e assim, todos nós, possamos conhecê-lo e servi-lo segundo a sua sabedoria e vontade santas e eternas. 
8- A salvação somente é revelada ao homem através da revelação especial, e por ela todos os eleitos serão salvos [Rm 10].

UM PONTO IMPORTANTE A SE ABORDAR: a Bíblia é a verdade ou ela contém a verdade? O que pensam os irmãos sobre isso? 
Para explicar a primeira ideia, farei duas figuras no quadro negro que, na verdade, é um quadro branco: Na primeira figura temos um círculo de 20 cm de diâmetro; vamos chamá-lo de Bíblia. O segundo círculo tem também o diâmetro de 20 cm; vamos chamá-lo de verdade. Para nós, cristãos bíblicos, o círculo "Bíblia" e o circulo "Verdade" são sinônimos; tanto a Bíblia é a verdade, como a verdade é a Bíblia. Podemos então colocar entre os círculos o sinal de igualdade [=], de forma que a Bíblia é igual à verdade, e vice-versa [Bíblia=Verdade, ou seja, utilizamos nomes diferentes para dizer a mesma coisa].
Na segunda ideia temos o seguinte: farei um círculo de 10cm de diâmetro e nele colocarei o nome "Verdade", farei um círculo de 20cm de diâmetro e colocarei nele o nome "Bíblia". O que se quer dizer com a Bíblia contém a verdade é que uma parte dela, esse círculo menor, é que se pode considerar como verdadeiro. Justapondo-se um círculo ao outro, teremos uma boa parte da Bíblia como não verdadeira, ao ver de quem defende esse esquema maligno. Assim, como resumo, teremos o seguinte: a Bíblia é verdadeira apenas em alguns aspectos, como os necessários e suficientes para a salvação. Podemos resumir o esquema: V  B, a verdade é elemento da Bíblia, está em B, pertence a B, mas B não é completamente V [o símbolo E é utilizado nos estudos matemáticos de conjuntos. Indica que determinado elemento pertence a um conjunto. Aqui a verdade é um elemento e a Bíblia é o conjunto de elementos, onde a verdade é um deles e a mentira o outro]
Vejam bem o perigo dessa afirmação. Quando se diz que a palavra de Deus contém a verdade, duvidamos de que ela seja a verdade, portanto como é possível dizer o que seja ou não verdadeiro na palavra? Se nem tudo o que está descrito nela é verdadeiro, como pode-se saber o que é falso ou não? O fato é que esse espírito que paira sorrateiro pelas igrejas é o espírito maligno que está à caça dos incautos e tolos para os manterem na incredulidade e ignorância. Não é possível que a Palavra de Deus seja verdade e mentira ao mesmo tempo. Ou que seja meia-verdade, e contenha enganos. Não é possível que Deus tenha também negligenciado a preservação da sua revelação. Quem assim crê labora para o erro e a mentira. 
E, nesse caso, o que temos é nada além de soberba, arrogância e superioridade travestidos de intelectualidade. Quando o homem se coloca na condição de apto a “julgar” a Escritura, faz-se superior a Deus. Cristo disse que devemos julgar não pela aparência, mas pela reta justiça [Jo 7.24]. Acontece que apenas Deus é justo e reto, logo, o único capaz de um julgamento infalível. Nós, pelo poder de Deus, podemos ter alguns julgamentos retos e justos, mas, na maioria das vezes eles são como nós, imperfeitos e injustos. Portanto, apenas Deus é aquele que pode julgar todas as coisas de maneira santa e perfeita. Mas os homens se consideram capazes do mesmo; e, pior, se consideram capazes de julgar algo que está muito acima da capacidade máxima de julgamento humano: a palavra de Deus. E ao fazê-lo, julgam o próprio Deus, como loucos que são; dando vazão somente aos seus intentos carnais, ao orgulho e prepotência. Por isso investem-se de uma autoridade que não têm e rejeitam a autoridade divina a qual deveriam se submeter, mas, em estado de rebeldia, colocam-se no lugar que não lhes pertencem, tornando-se ídolos de si mesmos, para a sua própria condenação.
Há ainda aqueles que afirmam que apenas Deus é a verdade e que, por isso, a Bíblia não pode ser a verdade, pois não é Deus. Digo que a primeira afirmação é verdadeira, Deus é a verdade. O Senhor Jesus nos disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida [Jo 14.6]. Mas como se pode saber isso? Se não se conheceu pessoalmente o Senhor Jesus? Quero dizer, se não o viu, nem o tocou... Crer que Deus é a verdade somente é possível pela Escritura, a qual afirma ser Deus verdadeiro. Agora, se creio que ela não é a completa verdade, como crer que Deus é a verdade? Qual o critério de seleção para determinar o que seja verdade ou não? Se a equação Bíblia = Verdade não se fizer, não é possível se afirmar nada quanto a Deus e a verdade, pois apenas a Escritura é capaz de revelar tanto Deus como a verdade, de forma que Deus é a verdade. Foi o pedido de Cristo ao Pai, por suas ovelhas: "Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade" [Jo 17.17].
O cristão bíblico [e nós, batistas, cremos na Bíblia como toda a verdade, como a fidedigna palavra de Deus, como todo o conselho divino para o homem, desde a primeira letra em Gênesis até a última letra em Apocalipse], jamais podemos nos enganar com as declarações aparentemente intelectuais, aparentemente sábias, mas que escondem apenas o engano e a fraude, e um caminho de trevas. Se é possível não crer em toda a sua inteireza, pureza e unidade [que revelam o pensamento santo e perfeito da mente santa e perfeita de Deus], não há como crer em algo e descrer em outra coisa, sem que se seja possível desconfiar de toda a estrutura da Escritura. Como será possível avaliar se o que o Senhor Jesus disse é verdadeiro ou falso? Por critérios humanos? Falíveis, imperfeitos e muitas vezes perversos? 
Deus somente pode ser conhecido por sua palavra revelada, escrita e entregue à Igreja em todos os tempos através da Escritura Sagrada. E a Bíblia é verdadeira porque procede da mente do Deus verdadeiro.
Notas:
1- Este é o resumo da aula que ocorreu em 25.09.2011 na E.B.D. do Tabernáculo Batista Bíblico
2- Agradeço ao pr Luiz Carlos Tibúrcio e aos demais irmãos do T.B.B. pela honra e alegria com que estamos estudando esta importante confissão de fé; e o privilégio de estar incumbido de levá-la aos demais irmãos. Deus nos abençoe, edifique e instrua através deste estudo, para a honra e glória do seu santo nome.

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20 comentários:

  1. Parabéns querido irmão,

    O seu texto foi uma aula ( aula mesmo ) a ser dada a todos os seminartistas e candidatos a pastores e pregadores. Trata-se de um assunto a que os ue servem na igreja deveriam saber. Não é impressindível, mas o desconhecimento desses, digamos detalhes, podem fazer muita falta, na comprensão do que é a igreja e do quanto a Palavra de Deus permanece como baliza no seu caminhar no mundo.

    Sabe em que discordo do irmão, mas nunca no qeu você tem mais de mais precioso: dedicação e devotamento ao Senhor e a Sua causa alem de disciplina na busca, nos estudo e meditação de Sua Palavra, únicas possibilidades de cultivo real da genupina fé no Senhor.

    Nosso Deus o conserve em sua fidelidade a Ele e o guie sempre pessoalmente. Se cumprirão em sua vida o salmo 1.

    Um abraço, Excelente!!!Excelente!!!

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  2. Que estudo maravilhoso! Já estou acompanhando.

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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  3. Depois é que eu vi que foi uma aula mesmo...rs...rs...rs...

    Viu como foi justo o elogio? rs...rs...rs...

    mais um dom heim?!!

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  4. Jorge, procurei aqui no seu blog se você já havia escrito alguma coisa sobre divórcio e recasamento, mas não encontrei nada. Creio que esse estudo da Confissão trará à tona esse assunto também. Aguardaremos ansiosos.

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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  5. Helvécio,

    andas sumido, rapaz!

    Obrigado pela visita e comentário.

    Espero que o estudo da C.F.B. 1689 edifique não somente a mim [o primeiro, certamente, a ser edificado com este estudo sou eu mesmo], mas aos irmãos da minha igreja e aos demais irmãos que porventura venham aqui.

    Esta é a minha primeira experiência com o ensino, numa classe de EBD, o que reputo uma grande responsabilidade, fazendo-o com temor e principalmente em amor a Deus e aos meus irmãos queridos. Oro e peço que orem também para que o Senhor me oriente e guie nessa missão que considero a maior até agora que o Senhor me deu, além, é claro, de proclamar o Evangelho de Cristo onde eu estiver.

    Como sou marinheiro de primeira viagem, peço aos irmãos que, caso possam ajudar-me a melhorar o plano de aulas, ficarei grato [especialmente você, Helvécio, que já é professor].

    Desde já, autorizo a qualquer um a reprodução do texto, caso considere conveniente, apenas com o cuidado de citar a fonte.

    Grande abraço, meu irmão!

    Cristo a abençoe e aos seus queridos!

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  6. Fábio,

    obrigado mais uma vez por sua visita e comentário.

    Como disse acima, espero que este estudo seja edificante e possa auxiliar no entendimento da Escritura. Ele não é exaustivo, e nem é esta a minha intenção, mas desejo abordar algumas questões que estão sendo postas de lado no meio da igreja, e reforçar aqueles pontos que são fundamentais na doutrina, especialmente, a batista.

    Sobre a questão do divórcio e novo casamento, há uma introdução ao tema no texto "Cristo e a sexualidade - parte 4: fornicação, divórcio, homossexualismo e eunucos. Pretendo, mais à frente, expor e pormenorizar o meu pensamento sobre o assunto, talvez durante este estudo mesmo.

    Novamente, obrigado!

    Grande abraço, meu irmão!

    Cristo o abençoe!

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  7. Jorge,
    como sempre muito explicativo, argumentos bíblicos e claros (de fácil compreensão). Deus continue abençoando-o.
    Um abraço, meu irmão.
    Eric

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  8. Meu caro irmão Jorge,
    em meio a tantas afirmações em nome de Deus esse estudos vem em boa hora. Acredito que nós batistas deveriamos levar os membros das igrejas a um estudo profundo da Confissao de 1689. com certeza teríamos uma igreja forte sobre a rocha e crentes equilibrados diante dos desequilíbrios vistos e ouvidos atualmente.
    Parabéns pela iniciativa. Com certeza será benção para todos.
    Um forte abraço
    Em Cristo
    Pr. Luiz Fernando

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  9. Eric,

    este é um estudo voltado para a igreja, e tem de ser o mais claro possível [há diferentes níveis de compreensão e entendimento, e ninguém pode ficar "por fora"]. Optei em trazer uma linguagem que esclareça e não confunda [dizem que gosto de confundir, mas ainda estou esperando pelas provas... rsrs]. Como o Helvécio gosta de dizer, não há rodas para se inventar. O que fazemos é tentar colocar tudo o que aprendemos no ensino, de forma que ninguém fique "voando" ou se perca em eruditismo e termos pouco práticos e muitas vezes desnecessários. Com isso não estou excluindo os "termos", mas usando-os somente quando forem imprescindíveis.

    Obrigado pela visita e comentário; e que o bom Deus estimule igrejas e irmãos ao estudo da CFB 1689.

    Grande e forte abraço, meu irmão!

    Cristo o abençoe!

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  10. Pr. Luiz Fernando,

    ótimo reafirmar a necessidade do estudo da CFB 1689. Se atentarmos para ela, veremos da sua extrema necessidade num mundo [e até parte da igreja] que caminha tenaz e rapidamente para o abismo espiritual. A CFB é completamente apologética, como a defesa da fé cristã, dos princípios mais caros ao cristianismo, e, também, o repúdio mais veemente aos erros e heresias.

    Com disse ao Eric, que mais igrejas e irmãos estudem e firmem-se na sábia e bíblica CFB, de forma que a igreja esteja firme e firmada na Rocha, Cristo, nosso Senhor e Salvador, como tão bem o irmão disse.

    Grande e forte abraço, meu irmão!

    Cristo o abençoe!

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    1. Gosto da confissão de FÉ Batista, explique-me a "contradição" entre o capitulo 19 e o 22. Abs. Renato

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  11. Nobre colega

    O batismo por imersão somente aos fiéis adultos é ponto interpretativo inquestionável...? Sei não. Me permita discordar, este ponto está entre aqueles de difícil compreensão, mas como você é batista, é de se entender esta fala.

    Jesus por exemplo, para ter cumprido a lei, foi batizado por aspersão...

    Parabéns pela iniciativa.
    Ministério (o seu) está se diversificando... risos...
    Primeiro escritor da web.
    Depois pregador (o seu primeiro sermão ainda tenho comigo).
    E agora professor...

    É muito bom.

    Mas veja... risos... O tanto de água a ser aplicado no batismo não deve ser uma mácula na nossa amizade, mas reflete bem o fato de que você é batista e eu presbiteriano.

    Mas dizer que isto é ponto interpretativo inquestionável... hummmmm

    Depois promova entre os irmãos batistas, o estudo da CFW... risos...

    Grande abraço

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  12. Natan, o anônimo,

    rapaz, não me lembro de ter dito que o batismo por imersão era inquestionável, mas se o fiz, o fiz com propriedade [rsrs].

    Na verdade, estamos estudando a CFB, e como uma confissão batista, não haveria porque não discutir a questão do batismo por imersão como um ponto indiscutível da doutrina batista, assim como o pedobatismo é para os presbiterianos [tanto que está na CFW].

    Mas isso, em nada, nos torna melhores que vocês, e não pode também torná-los melhor do que nós. São pontos inegociáveis de ambos os lados mas que não nos impedem de ter comunhão e de nos tratarmos fraternalmente, como irmãos devem ser [ainda que haja excessos de ambos os lados, o que é uma pena].

    Porém, os pontos fundamentais: a Tri-unidade de Deus, a salvação somente pela graça, a necessidade do homem se arrepender, etc, temos tudo isso em comum, para a glória de Deus e edificação do Corpo.

    Logo, não há máculas entre nós, nem nunca houve, o que prova que a nossa união está em torno do nosso Senhor Jesus Cristo, não de um punhado de água, seja muita ou pouca.

    Grande abraço!

    Cristo o abençoe!

    PS: Quase ia me esquecendo: tanto nos escritos, como pregação, e nos estudos, vejo apenas a bondade, misericórdia e a graça de Deus em minha vida. Mesmo sendo digno apenas de morte, aprouve ao Senhor me dar vida, assim como deu a todos nós, seus filhos. Por isso, honra, glória e louvor ao Deus bendito e santo!

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  13. Talvez eu tenha entendido errado, mas o que você escreveu foi isto:

    "... Então todos temos acesso hoje à Sagrada Escritura, mas tendo-se o cuidado de não tirar ou colocar nela aquilo que ela não diz, o que normalmente acontece na forma de erro doutrinário ou heresia]; a defesa da salvação somente pela graça de Deus, e o batismo por imersão somente aos fiéis adultos, dentre outros pontos."

    Olhando agora com atenção vejo que existe um longo texto entre colchetes, o que me fez perder a sequência lógica da leitura.

    Grande abraço!

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  14. Natan,

    realmente foi um longo trecho entre colchetes, que eu poderia ter colocado ao final, como uma nota, mas optei em deixar ali mesmo, para não desmembrá-lo do restante do texto, e atrapalhar o entendimento [pelo visto, acabou atrapalhando de qualquer jeito... rsrs].

    Há de se entender que este é o resumo de uma aula, e não foi escrito como um texto, mas como uma quase transcrição da aula [é claro que falei muito mais na aula, e coloquei a coisa toda resumida escrituralmente].

    Naquele momento, foi o que considerei melhor fazer, e ainda acho que foi a decisão correta. Tentarei não repetir o feito, se eu conseguir uma solução melhor, claro.

    Novos abraços.

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  15. Caro quase apóstolo Jorge, para ser apóstoo só falta o chapeu de cowboy!!! o.O

    Ótimo estudo!! É bom poder congregar em uma igreja que leva a sério o estudo da palavra!! E que tem pessoas tão capazes.

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  16. Ednaldo,

    obrigado! Mas tenho muito o que aprender, e terei de fazê-lo "na marra", quero dizer, à medida em que eu for preparando e dando as aulas, no que dependerei muito da ajuda dos irmãos da minha igreja como de irmãos mais afeitos e capacitados ao ensino e que poderão me dar algumas dicas; e você é um deles. Porém, espero que todos possam me auxiliar, até mesmo acrescentando coisas que não citei ou coloquei no estudo, exatamente para enriquecê-lo.

    Quanto ao apóstolo, não sabia que eles usavam chapéus de cowboy. Os atuais usam aqueles longos e pontiagudos chapéus de magos, como o Merlin, ou então o boné dos Irmãos Metralhas [rsrs]. Logo, estou fora!... Contentar-me-ia em ser um bom discípulo do Senhor Jesus, mas sei que estou longe, muito longe...

    Grande abraço, meu irmão!

    Cristo o abençoe!

    PS: Espero as suas dicas!

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  17. Graça e paz Jorge.
    Esses dias me perguntaram se eu era batista da CBB e eu seguia a atual confissão de fé ou se seguia a de 1689, aí eu me lembrei de um vídeo do youtube que tem por título "O Herege", http://www.youtube.com/watch?v=QLsQroiqlbE, não sei se você já assistiu. Nessa hora eu me vi em cima da ponte sem saber se a minha resposta iria me salvar ou se me jogariam ponte a baixo (rs).
    Parabéns pelo excelente estudo estou aguardando a segunda parte. Já ia me esquecendo, eu sigo a confissão de fé de 1689 (rs).
    Fique na Paz!
    Pr. Silas Figueira

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  18. Pr. Silas,

    assisti ao vídeo meses atrás; e já imaginei o irmão sendo jogado da ponte [rsrs].

    Bem, as igrejas batistas deveriam [e ainda devem] estudar esta importante confissão de fé. O maior problema hoje é, ao meu ver, que a maioria dos crentes não quer ter um norte, uma orientação, para estarem "livres" e fazerem o que bem querem e entendem das suas vidas. Com isso, o que se vê, são muitos crentes em estado de rebeldia a Deus e de negação da sua santa palavra. Ou seja, quanto menos referências que nos levem a entender e compreender verdadeiramente o que é uma vida cristã, melhor para não se ter uma vida cristã e fingir-se de cristão. Mas isso não é Cristianismo, e sim um arremedo psicológico que manterá as pessoas na ignorância, e, pior, acomodadas e felizes nela.

    Graças a Deus que esse não é o caso do irmão; e, ao menos para mim, não tinha nenhuma dúvida quanto à sua resposta.

    Grande e forte abraço, meu irmão!

    Cristo o abençoe!

    PS: Hoje tive o prazer de conhecer pessoalmente um amigo nosso em comum, o Teóphilo Noturno, ou melhor, o Giovanni, que esteve aqui em BH para um evento. Apesar de poucas horas juntos, foi uma grande alegria poder estar em comunhão com ele. O que espero, também aconteça com o amado pastor, em breve.

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  19. Boa noite,
    amei o blog... que Deus continue os instruindo em sabedoria,
    estou seguindo.
    Ainda estamos em construção, mas segue de volta,
    baurim-viladejovens.blogspot.com
    Paz de Cristo!

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