02 dezembro 2011

Estudo sobre a Confissão de Fé Batista de 1689 - Parte 9: A ideologia e a Crítica Textual unidas contra a autoridade da Bíblia














Por Jorge Fernandes Isah


UM ESCLARECIMENTO
A partir desta postagem, sempre que possível, colocarei o áudio da aula na E.B.D., como complemento ao texto, visto que, normalmente, o teor da aula nunca é idêntico ao do texto. Talvez pela inexperiência, falta de memória ou rigor metodológico, quase sempre os esboços e resumos que faço para apresentar na sala acabam por serem negligenciados, e nem todos os pontos previamente elaborados são abordados, e outros que sequer eu havia pensado são apontados e discutidos.

Por isso, já que depois de várias tentativas não consegui mudar o rumo do processo, decidi-me pela gravação do áudio e em publicá-lo juntamente com o texto. Creio que será de proveito tanto a leitura como a audição; mas as eventuais falhas detectadas devem ser apontadas a fim de serem corrigidas. Sugestões e críticas serão bem vindas, também.

Abraços.
Cristo o [a] abençoe!
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O TEXTO CRÍTICO E A DESCRENÇA
Esta aula será híbrida, pois nos remeterá a abordar parte do que já foi apresentado anteriormente, e servirá como uma introdução à sequência do nosso estudo. Tencionava iniciar o capítulo 2 da C.F.B, mas, durante a semana, acometido de uma infecção intestinal e tendo de ficar de "molho" na cama [com febre, dores de cabeça, cólicas "monstro" e diarreia] aventurei-me à leitura de um livro que já estava há algum tempo em minha estante, e que iniciei na 4a. feira. O livro é este que está em minhas mãos, e se chama "O Fascismo Moderno", de Gene Edward Veith Jr.[1]. Lá pela página 46, deparo-me com uma análise do autor sobre os intentos fascistas de adequar a igreja ao padrão ideológico do movimento. Apenas como detalhes, pois não entrarei em questões políticas, já que o objetivo das nossas aulas é completamente diferente, o fascismo foi um movimento que tomou conta das primeiras 50 décadas do século passado, originando o Nazismo alemão, através da figura diabólica de Adolf Hitler, o regime italiano capitaneado por Mussolini, e chegou até mesmo ao Brasil, pelas mãos do presidente Getúlio Vargas. O fascismo é visto como um movimento de direita, mas na verdade é um movimento revolucionário de esquerda, marxista, um irmão univitelino do socialismo, com diferenças na proposta internacionalizando deste contra a nacionalizante do primeiro. Ou seja, o socialismo quer um mundo completamente dominado pelo marxismo, sem se preocupar com fatores históricos, culturais ou raciais, enquanto o fascismo dispõe-se em fomentar o marxismo sem abrir mão das suas raízes históricas, culturais e raciais, de forma que tudo que se oponha a esse "caráter nacional" deva ser destruído.

Mas o que me chamou a atenção no presente livro foi a afirmação do autor de que, para que o fascismo tivesse sucesso, era necessário a reformulação da igreja, de tal forma que ela se submetesse à autoridade estatal, e fosse por ela ordenada. O problema não eram as religiões politeístas [adoração a vários deuses], deístas [creem em um deus criador mas impessoal, que "abandonou" a sua criação à própria sorte, não interferindo no universo]; nem no "cristianismo liberal" que relativizava tudo e não acreditava em nada além da certeza e convicção na descrença. O problema estava no Cristianismo ortodoxo que afirmava a transcendência de Deus [de que Deus transcende o universo, a criação, de forma que Deus não se mistura com a criação, como afirmam os panteístas, mas Deus é totalmente distinto dela, sendo, portanto, completamente independente dela, ainda que ele seja o seu soberano dominador], mas também a imanência divina, não como uma mistura entre Deus e as coisas criadas, mas entendidas como sendo ele o princípio de todas as coisas [o Criador], e quem as sustenta, as mantém segundo o seu propósito e vontade, como Paulo nos diz: "Porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos; como também alguns dos vossos poetas disseram: Pois somos também sua geração [At 17.28]. Em outras palavras, transcendência quer dizer que Deus não é a criação, nem faz parte dela; e imanência de que Deus não somente é o Criador de todas as coisas, mas de que ele sustenta, cuida e mantêm-nas segundo o seu poder.

Com isso, o Cristianismo Bíblico quer dizer que Deus é onipotente e onipresente; e, de uma forma maravilhosa, a Segunda Pessoa da Trindade Santa, o Verbo, se encarnou, se fez homem, habitou entre nós, pelo seu amor, graça e misericórdia. E aqui temos dois problemas para aqueles que desejam destruir a Igreja: Cristo e a sua palavra.

Em todos os tempos, vemos sempre o ataque das hostes inimigas tanto ao nosso Senhor como à sua palavra. Nada, na história, foi tão combatido no Cristianismo como eles. E, por isso, devemos sempre duvidar, ou melhor, devemos sempre rechaçar e nos afastar de toda a forma que ao menos insinue a incompleta realidade e veracidade de ambos. O Cristianismo bíblico, ortodoxo, ou histórico, terá sempre como característica crer na ação de Deus na história, e jamais duvidar da narrativa verdadeira dos seus atos descritas na Bíblia [todos, sem exceção, tantos os triviais como os sobrenaturais]. Da mesma forma, jamais duvidar de Cristo, sendo ele o perfeito Deus e o perfeito homem. Este é o ponto central da fé cristã, sem isso, não há Cristianismo, pois se resumiria a um cristianismo sem Cristo e sem a revelação. E sabemos que Deus e a revelação se interrelacionam de tal forma que um não pode ser separado do outro. Qualquer tentativa nesse sentido é trabalhar para a descrença e a ruptura da fé.

Por isso, muitos estudiosos têm ódio da Reforma Protestante, porque, no momento em que Lutero afixou as 96 teses em Witterberg, a Bíblia foi novamente introduzida na cultura ocidental. E com ela temos de volta, preservada, a doutrina monoteísta, de que há apenas um Deus, e também um único Senhor, Jesus Cristo [1Co 8.6]. Não há a possibilidade de se soerguer outras divindades, sejam deuses, santos ou mesmo heróis. Esses artifícios malévolos não resistem e persistem ao Cristianismo bíblico. Então, há uma campanha, uma luta declarada em, cada vez mais, enfraquecer a doutrina da inspiração divina, inerrância e infabilidade da Escritura, pois é ela que nos revela Deus e sua vontade. De forma que é possível perceber o ataque a  pessoa do Senhor Jesus Cristo [na verdade, a origem de todo o ataque à Bíblia] diminuir sensivelmente, e toda a artilharia inimiga concentrou-se no "front" da Bíblia. Os adversários consideraram estrategicamente mais eficiente combater e destruir o veículo pelo qual Cristo é conhecido e reconhecido como Deus e Senhor. E parece-me que os esforços desses homens repugnantes têm alcançado guarita nos corações daqueles que dizem amá-lo e servi-lo. Ainda que não assumam e reconheçam claramente essa atitude, seus corações estão impregnados de arrogância e soberba intelectual, que os impede de reconhecer esse pecado.

Veith Jr. utiliza o fascismo para fazer uma ponte ao trabalho secular de se destruir a autoridade da Bíblia. Ele diz: "O protestantismo bíblico era tão irreconciliável com o fascismo quanto o judaísmo... Se os fascistas pensavam que poderiam se apropriar do catolicismo, eles teriam de usar uma abordagem diferente com o protestantismo. Tomando a vantagem da estrutura doutrinária lassa da igreja protestante oficial, os fascistas tinham apenas de mudar sua teologia. Se eles pudessem eliminar a autoridade da Bíblia, o coração do protestantismo poderia ser suprimido. Os teólogos fascistas poderiam usar a camada institucional que restava como uma estrutura para a nova fé 'do povo'." [2].

O que temos aqui? Nada além da mais aberrante forma religiosa de se construir um cristianismo essencialmente humano, carnal, ideológico, e que atendesse aos interesses desse grupo, mas que poderia servir, e como serve, aos interesses de outros tantos grupos, bastando para isso desmistificar a Escritura, arrancar-lhe a sua sobrenaturalidade, dar-lhe traços de um livro comum, cheio de erros e equívocos, para dilapidá-la e transformá-la em um amontoado de poeira, e assim manipular as pessoas ao bel-prazer de suas mentes doentias. E esse é um cuidado que devemos ter sempre quando estivermos diante de incrédulos [digam-se crentes ou não]: manter a sanidade, a saúde mental e espiritual, ao não lhes dar ouvidos, estejam onde estiver, sejam quem for, mesmo revestidos de toda autoridade humana; se eles não se calam [o que deveriam fazer para o bem de si mesmos e dos outros], tornemo-nos surdos aos seus discursos tolos e diabólicos; mantenhamos a distância segura para não haver a chance de detectar o menor som proferido por sua bocas malditas.

Há algumas aulas, venho batendo no Texto Crítico, tão cultuado e adulado pelos cristãos de hoje, como a pérola mais reluzente da intelectualidade cristã, o método dos métodos, onde os acadêmicos podem se debruçar e descortinar todas as maravilhas do seu sistema, e aplicá-las no púlpito, com menores ou maiores doses de descrença, entranhadas no racionalismo, na ilusão da superioridade humana sobre a sobrenaturalidade escriturística, no juízo imperfeito e capenga do homem sobre a própria revelação divina. E, então, o autor descreve de onde surgiu a mais moderna e eficiente investida à revelação especial: "O ataque à Bíblia no protestantismo foi uma obra dos teólogos e acadêmicos textuais. No século 20, a 'crítica mais elevada' do Antigo Testamento, que comprometeu as ideias tradicionais sobre autoria e composição da Bíblia, já havia enfraquecido a doutrina da autoridade bíblica. Ao assumir que o texto bíblico e os eventos que ele descreve devem ser explicados em termos naturalistas e científicos, o estudo histórico-crítico destruiu o status da Bíblia como revelação sobrenatural" [3].

Ao ponto de, em muitos seminários e faculdades teológicas, rir-se de passagens veterotestamentárias como se fosse uma sessão "stand-up" ou um concurso de anedotas. Usam-se expressões chulas, figuras de linguagem imorais e impróbias, revelando o mau-caráter e a malignidade de professores e muitos alunos. Certa vez, ouvi do pr. Luiz Carlos Tibúrcio o seguinte relato: um irmão, seminarista, estava angustiado com o curso que estava fazendo, especialmente por causa da zombaria de alguns professores. Em dada aula, o professor disse que uma certa passagem do A.T., a qual estavam estudando, somente poderia ter como origem o fato da mulher do autor do texto ter dormido, na noite anterior, de "calças Jeans". Isso o incomodou muito, de tal forma que o curso estava deixando-o angustiado. O pr. Luiz Carlos disse-lhe que, se estivesse na sala de aula e ouvisse isso de um professor, ele simplesmente se levantaria, sairia da sala e nunca mais voltaria.

A Bíblia nos exorta a jamais nos associar com escarnecedores, com descrentes, com infiéis. O alerta do salmista é prático, não apenas teórico: "Bem-Aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite" [Sl 1.1-2].

Mas alguns podem argumentar que há seminários e faculdades que se utilizam do T.C. e mantém a reverência à Escritura, como a palavra de Deus. Mas o fato não é a imunidade que o Espírito Santo dá àqueles que podem ter contato com a incredulidade e perversidade do T.C., mas o mal que ele acarreta na vida daqueles que não são regenerados nem nascidos de novo pelo Espírito, e que sucumbem ainda mais na incredulidade, afastando-se mais e mais de Deus, pois não creem na sua revelação. O fato é que a esses homens está sendo negado o direito de conhecer a Deus. Não estou analisando a questão metafisicamente, mas do ponto de vista prático. A justificativa metafísica, do decreto eterno, do plano divino, em que muitos seriam cegados e mantidos cegos [Jo 12.38-40], é verdadeira e bíblica, mas não pode ser o argumento para que muitos permaneçam na impiedade e levem outros a abraçá-la e acalentá-la. Deus decretou todas as coisas, e elas acontecerão conforme seu poder e sabedoria, mas como o Senhor Jesus diz, "Aí do mundo, por causa dos escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas aí daquele homem por quem o escândalo vem!" [Mt 18.7]. Temos de entender o significado da palavra "mister", que quer dizer algo necessário, forçoso, urgente, uma finalidade, um objetivo, o qual Deus traçou, mas o homem que por ele vai, executando-o, esse será aquele que terá de dar contas ao Senhor, no dia do Juízo. Talvez, por isso, eles não creem no Tribunal de Cristo, nem no julgamento, nem em Juízo ou condenação. Talvez, por causa da própria impiedade e dureza dos seus corações, eles não creem em inferno e demônios. Talvez, por tudo isso, se esforçam cada vez mais em desacreditar a Bíblia como a fidedigna palavra de Deus, e transformar o Cristianismo em uma mera religião cultural, focando o mundo, vivendo para o mundo, servindo-o, centrada no hoje, no agora, no presente. Preocupados em serem relevantes para o seu tempo, ainda que esse tempo passe, e de nada resultará na salvação e santificação das almas, mas tão somente em satisfazer a agenda mundana. A igreja deve ser sal e luz em todas as áreas da vida, contudo, sempre deixando claro que ela está no mundo mas não faz parte deste mundo, e por ele não pode ser guiada, orientada, e em disposição de satisfazê-lo.

Portanto, o alerta continua acesso e deve ser mantido acesso até o glorioso Dia do Senhor, de que a crítica bíblica moderna, a despeito da admiração de homens respeitados e sinceros, não passa de lixo da pior espécie, chorume fedorento e contagioso, inofensivo se mantém-se distante, mas altamente contagioso e letal se próximo. O qual é injetado na igreja de muitas formas, de muitas maneiras, quase sempre travestido de falsa piedade e tolerância, e assim realizar o seu intento de drenar do seu meio o máximo de conteúdo bíblico, revelacional, sobrenatural, substituindo-o por aquilo que de pior existe: a criação gerada pela mente do homem natural, o ceticismo e a desobediência.

Nota: [1] "O Fascismo Moderno", Editora Cultura Cristã
[2] Idem, pag. 47
[3] Idem, pag. 47

13 comentários:

  1. Muito bom homem...mais uma vez brilhante, pedagógico, informativo e útil. Teórico e pragmático ( no bom sentido!). É isso aí meu irmão. Vale o pedido de transformar todo esse material, aula e pesquiza em um e-book, e depois em um livro material, com capa, contracapa, páginas,citações, apêndices e tudo o que tem direito.

    Um grande abraço mais uma vez meu irmão. Os seminários precisam, carecem de professores assim. Você pode ser um deles.

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  2. Lembrei de algo:

    Há um tempo atrás em outra postagem afirmei que boa parte das igrejas batistas só valorizam, ou utilizam como regra de fé o NT em detrimento ao AT ou VT, ao que alguns irmãos observaram que não eram bem assim. Na verdade embira a confissão de muitas igrejas batistas rezem o que é normalmente regra de uma confissão de igreja batista, na prática via influência liberal, o AT ou VT, é desacreditado e tido apenas como um monte de estórias ( isso mesmo com "e" ) de fundo moral mas via de regra, quase nunca verídicas ou literalmete como contadas e registradas nas Escrituras, na Bíblia.

    daí também em uma de minhas postagens no meu blog afirmei e reafirmo semore que posso:" se você crente não crê no Gẽnesis não precisa crer no resto da Bíblia!"

    É sempre possível, ifelizmente, manter uma igreja e um tipo de cristinismo que desdenha de parte da revelação escriturística, ou a distorça, ou a ignore, terá essa igreja e essa denominação, e esses crentes fama de que vivem mas estarão mortos.

    Um abraço meu irmão mais uma vez.

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  3. Helvécio,

    você é suspeito, rapaz! Nossa amizade já atravessa décadas [rsrs]... Desde os primórdios no Colégio Estadual Central aqui em BH... Quanto tempo... Obrigado pelo incentivo.

    É um sério problema esse de ter uma "fé self-service", pois o problema maior das pessoas não é a descrença, mas crer que podem compartimentar a Bíblia em "cômodos" do tipo, isso é útil, isso não é, isso vai para a sala de entrada da casa, isso vai para o quartinho de despejo, e isso para o lixo. Afinal, é o que afirmo: com qual autoridade e baseados em quê as pessoas podem dizer o que é e o que não é a revelação escriturística? Ou seja, pode-se saber o que Deus disse e o que Deus não disse efetivamente a partir do conhecimento e metodologia humanas?

    Na verdade, o homem se faz de "deus" pois é preciso onisciência e onipresença, ser como o próprio Deus, para se conhecer os fatos como ele conhece. E isso, o homem não pode, nem nunca poderá. O que se faz é especular, com base em pressupostos falhos, distorcidos e céticos. Pois, em sua maioria, eles vão contra o que a própria Bíblia diz de si mesma.

    No fundo, como Davi e Salomão repetiram diversas vezes, o homem é todo vaidade! E essa soberba intelectual não passa de vaidade, aliada à mais primária característica humana, a tolice. Então temos um tolo presunçoso, e um presunçoso tolo.

    E, estou consigo: ou se crê na Bíblia por inteiro, ou então, vai ler outro livro! Já que aquele que assim age além de presunçoso e tolo também se faz incoerente.

    Grande e forte abraço!

    Cristo o abençoe!

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  4. Júlio César Salles1 de dezembro de 2011 17:56

    Estou muito edificado com as aulas do irmão! É um tema muito importante ´confesso que deveria ser estudado de pelo menos de 2 em 2 anos em nossas igrejas sérias, que estão comprometidas com o ensino sério da Palavra de Deus.
    Em nossa igreja, estamos estudando as 3 viagens miss. do Apost. Paulo, que neste momento estamos em At..19. Neste estudo buscamos enfatizar 3 pontos principais:

    1) O aspectro da geografia bíblica, as cidades onde Paulo percorreu, nomes, quando foram fundadas, localização atual, seu ministério, suas dificuldades e distâncias percorridas por Paulo.

    2) O aspecto doutrinário de Paulo, sua vida, modo de atuação, episódios ocorridos com o Apóstulo em cada narrativa do livro dos Atos.

    3) O como, o quando, o pra quem foram escritas as 13 cartas Paulinas. Desse modo os alunos entenderão a cronologia e os assuntos que deram orígens ás cartas e onde foram escritas, podendo localiza-las paralelo ao livro dos Atos.

    Que o Senhor nos abençõe no dom de ensino que Ele nos tem concedido afim de apresentar-mos a Ele a Sua Santa Igreja ,no momento militante, mas que um dia será triunfante, aguardando à vinda de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

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  5. Grande, Pr. Júlio!

    por que o irmão também não compila esse material que está ministrando na EBD e o disponibiliza para outros irmãos também? Acho que já está na hora do irmão criar e administrar um blog para postar suas aulas e mensagens. Bem, é uma ideia... pense nisto.

    Sim, cada vez mais devemos nos entregar ao estudo da Escritura e reparti-lo com outros irmãos, a fim de que o corpo seja edificado e cresça no conhecimento do Senhor.

    Grande e forte abraço, meu irmão e amigo!

    Cristo o abençoe!

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  6. Jorge! Rapaz, fiquei uns dois dias sem internet. Finalmente, ela voltou hoje. Demorei também porque a semana foi um corre-corre. Gostei muito de ouvir a aula. Creio que os chiados devem ser consertados com o tempo. Realmente, é muito interessante a diferença entre o texto-base e o que você fez da aula. Jorge, mais uma ótima aula. Seguem as minhas considerações.

    1) Jorge, sugiro também a leitura do “Liberdade versus Igualdade – o mundo em desordem” do Demétrio. Ele demonstra que Nazismo, Fascismo e Comunismo são regimes totalitaristas. E, pasme, por causa das estratégias políticas da época, todos eles foram ora apoiados pela direita, ora apoiados pela esquerda. Mas não sei se podemos falar que o Nazismo e o Fascismo são esquerda, porque eles foram durante a 2ª Guerra anti-comunistas, embora antes da Guerra houve uma aliança entre Hitler e Stalin. Enfim, no frigir dos ovos, a coisa é complexa. Mussolini foi socialista na juventude, inclusive escrevendo para jornais revolucionários da época. Entretanto, o que há de comum entre todos é a ação do Terror Totalitarista. Aliás, em algum lugar, li que a diferença entre o Comunismo e o Nazismo era que aquele pregava a luta de classes e este a luta de raças. E quanto ao fascismo fomentar o comunismo... pode ser uma visão do autor do livro que você está lendo, mas eu não diria isso não.

    2) Agora, eu estou ouvindo a aula e você explicou melhor que o fascismo e o comunismo tem uma origem comum. No áudio, não ficou tão marcado que “é tudo esquerda”.

    3) O fascismo tomou conta da Igreja Católica em seus países (Itália, Portugal, Espanha e Japão), mas, pelo menos com o Japão e com a Itália havia sim pretensões imperialistas de estender seus domínios além das suas fronteiras (aasim como ocorreu com o comunismo e o nazismo).

    4) Achei importantíssima essa ligação que você fez do povo de Deus no VT que havia abandonado a Palavra e isso que vemos hoje ocorrendo também no nosso meio. E, veja, tudo graças ao áudio postado, nunca mais deixe de postar essas gravações, porque realmente ela enriquece muito mais o texto que você posta.

    5) Lembrei que a URSS adestrou a Igreja Ortodoxa; o Fascismo fez o mesmo com o Catolicismo; no Japão, a teoria religiosa que mais corroborava com os interesses daquilo que o fascismo queria alcançar foi alçada e protegida pelo Estado; e o Nazismo fez o mesmo com o Luteranismo.

    6) Sobre a tolerância: “Ser amigo de Deus significa amar as mesmas coisas que Deus ama e odiar as que Deus abomina” (acho que é do Paul Washer).

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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  7. Júlio César Salles2 de dezembro de 2011 19:30

    Sinto-me muito edificado em ter o privilégio do irmão postar meu comentário sobre suas aulas! Sempre que possível estarei lendo seus edificantes artigos. É que no momento estou ainda aprendendo a mexer nessa interessante comunicação virtual, que hoje em dia é muito importante para todos nós.
    Em Cristo!
    pr. Júlio.

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  8. Pr. Júlio,

    se precisar de ajuda, estou à disposição para criar um blog para o irmão ou talvez para a igreja onde congrega. Pensa aí, e me diga.

    Abraços.

    Cristo os abençoe!

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  9. Fábio,

    pensei que houvesse abandonado o estudo [rsrs]... Sabia que era por um bom motivo, mesmo que ficar sem internet não seja um... Mas, o que as vezes não é tão mal assim, também...

    Interessante que é sempre a burquesia que está por trás dos movimentos revolucionários. Em todos os tempos ou quase, especificamente após a Idade Média, são os burqueses a promoverem as revoluções sociais e políticas. A mesma coisa se dá com o marxismo. Veja o caso do Brasil, tudo começou com os intelectuais [ou pretensos] rebeldes, os quais vivem abastadamente, com dinheiro saindo pelo "ladrão", e estão em conluio com o marxismo, gritando contra a opressão do capital... Ironia das ironias... Nenhum deles está disposto a abrir mão da sua boa vida em prol dos outros. Afinal, todo mundo precisa de dinheiro, até mesmo para se fazer uma revolução, ainda mais em tempos midiáticos com os atuais.

    As semelhanças entre comunismo e fascismo não são mera especulação ou aparência. Talvez, por isso, tanto na Alemanha, como aqui no Brasil, houve uma série de implementações "progressistas" mas que tinham o estrito caráter populista, como também foi o governo Lula e é o Dilma. As ações são visivelmente para atrair a simpatia e o apoio popular, enquanto o Estado vai-se tornando num "deus" quase todo-poderoso e onipresente.

    Tanto no comunismo como no fascismo, a figura do Estado é completamente sentida em todas as áreas da soeiedade, ainda que haja diferenças na aplicação desse totalitarismo. Concordo com os autores que chamam a ambos de movimentos de esquerda, o que não quer dizer que eles tenham de se aliar e cooperar um com outro. O comunismo é sabiamente autofágico, pois acaba por "comer" até mesmo os seus próprios idealizadores. Vide a matança dos muitos aliados de Lênin e Stalin pelos próprios, a fim de se consolidar o poder e evitar eventuais adversários. De uma forma geral, ambos os sistemas são paranóicos e sociopatas.

    Mas o foco mesmo da minha postagem não foi estabelecer um discurso político/ideológico, mas mostrar a declaração de Gene Veith Jr. de que o T.C. é, não somente para o pr. Paulo Anglada, eu, e alguns outros, a fonte da descrença na Bíblia como a palavra de Deus infalível, inerrante e divinamente inspirada. Foi uma surpresa ler isso exatamente em um livro que aborda questões ideológicas/políticas.

    Quanto aos áudios, espero continuar gravando-os e postando-os. Infelizmente, sobre a qualidade das gravações não tenho boas notícias. Como a nossa igreja é pequena e está localizada em uma rua movimentada, o tráfego possibilita os sons "estranhos" no áudio. Além dos carros de som que hoje parecem mais "máquinas demolidoras de tímpanos" tal o absurdo sonoro impetrado pelos motoristas. O pior é que, em sua maioria, as músicas são simplesmente ridículas, tal a baixeza e sordidez dos "ritmos e letras".

    Também há o fato dela ser gravada com um simples mp4, o que não deve ajudar muito na qualidade. Se houver opções baratas e que não representem dispender muito dinheiro, aceitamos sugestões de equipamentos e sistemas de gravação que possam eliminar os principais problemas a que me referi.

    No mais, grande e forte abraço, meu irmão!

    Cristo o abençoe!

    PS: No texto e no áudio, eu disse que o Gene Edwards Veith Jr era pastor, mas nas informações que obtive na net não há referência ao seu pastorado, nem de que tenha cursado teologia, logo, ele não é pastor, mas professor universitário. Se alguém tiver mais alguma informação sobre ele, por favor, mande-a.

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  10. Vim visitar seu blog, desejar de todo o coração que continue a ser uma benção, e que se deixe usar pelo Grande Mestre. Ao mesmo tempo convidar a fazer parte de meus amigos no blog, A Verdade Que Liberta, lembre-se que unidos em Cristo somos uma verdadeira muralha contra qualquer calamidade, espero por sua visita. Um abraço.

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  11. Caro

    A meu ver apesar de algumas semelhanças, comunismo e facismo são ideologias distintas.

    Não vou debater pois é assunto que provoca ânsia de vômito e pouco importa, a origem é a mesma: o Diabo.

    Fora isto, gostei do texto.

    Grande abraço!

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  12. Olá,

    Quero parabeniza-lo pelo blog que está muito bom e a iniciativa de usa a Confissão Londrina de 1689. Mas gostaria de saber se faz parte de alguma igreja Batista Reformada ou outra denominação?

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  13. Michel,

    prazer tê-lo por aqui, em meu minifúndio virtual.

    Sim, sou membro do Tabernáculo Batista Bíblico. Se quiser ouvir e ler as pregações e estudo lá, basta acessar o link da igreja, que está à esquerda do Kálamos, na seção "Obrigatório".

    Obrigado, por sua visita.

    Abraço.

    Cristo o abençoe!

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