25 fevereiro 2012

Avaliação e análise do Estudo da C.F.B de 1689


Por Jorge Fernandes Isah

Hoje teremos uma aula diferente. Darei uma parada no estudo da Confissão de Fé Batista de 1689, ainda que o assunto seja ela, de certa forma. Decidi solicitar, aos queridos irmãos, uma avaliação do rumo em que as aulas estão se realizando, de forma que eu pudesse ter uma impressão do que deve ser mantido e do que pode ser modificado. O objetivo é, na verdade, ter um feedback dos que participam da E.B.D, para que o estudo da C.F.B. possa ser aprimorado. Como sou “marinheiro de primeira viagem”, e nunca lecionei antes, acho importante a contribuição dos irmãos além da assistência, como observadores. Mas, por que? Insegurança e dúvidas quanto ao conteúdo apresentado? Ou quanto ao método de exposição? Bem, um pouco disso tudo também, mas principalmente porque vejo como prioritário não apenas o acúmulo de conhecimentos e informações mas, a partir dele, a aplicação prática, no dia-a-dia, daquilo que aprendemos e foi-nos ensinado. Com isso não estou apelando para o pragmatismo, em que os resultados ditarão o ensino; mas uma reflexão sobre a validade do ensino, no sentido de nos fazer cristãos melhores e nos ajudar com a tarefa de testemunhar o Evangelho de Cristo às pessoas com as quais nos relacionamos diariamente. 

Fiz um esboço de algumas questões a serem abordadas, mas não o segui “ipsis litteris”, à medida em que dialogava com os irmãos. Eles foram abordados em maior ou menos grau e, penso que, no fim das contas, esta aula serviu para colocar alguns pontos que considerei importante, e os irmãos também colocaram pontos igualmente importantes. 

Assim a aula foi dividida em duas etapas: 

PRIMEIRA: AVALIAÇÃO 

Primeiro, gostaria de saber a opinião dos irmãos em relação ao nosso estudo. O que têm achado? [Aponte os pontos favoráveis e os desfavoráveis]. 

Segundo, em quê o presente estudo tem contribuído para a melhoria da sua vida cristã? 

Terceiro, aponte o que foi que melhorou, caso tenha melhorado. 

Quarto, o estudo deve trazer conhecimento, informação. Mas também uma aplicação prática. Você pode apontar em quais pontos este estudo contribuiu no seu dia-a-dia? 

Quinto, você acredita, realmente que o estudo da Confissão de Fé Batista pode torná-lo(a) em um cristão melhor? Por que? 


SEGUNDA: TEXTO PARA MEDITAÇÃO 

Recebi de um amigo e irmão, que é missionário, o seguinte relato, algo acontecido no seu dia-a-dia, o qual transcreverei abaixo, resguardando os nomes de locais e pessoas, por motivos mais do que óbvios:

“Médico de índio, médico de branco 

- Alô, Luiz? Sou eu...
- Ah, Professor! Que bom que o senhor ligou. Eu não estou bem. De repente, a boca começou a sair sangue e das fezes também. Aí, o médico não deixou eu voltar para aí. 
- Luiz, em qual hospital você está?
- Eu estou aqui no hospital... Eu vou operar...
- Já está marcada a cirurgia?
- Não, o médico disse que as plaquetas estão fracas. Eu não posso operar agora. Tenho que ficar bom. Aí, eles me operam... Eu acho que ainda vou demorar para voltar...
- Luiz, qualquer coisa que você precisar pode pedir...
- Professor, eu preciso mesmo. O meu filho está aí sozinho. Fiquei sabendo que a minha família foi toda embora hoje de manhã para a aldeia, mas o meu filho ficou na casa da cidade sozinho. Ele está com a família do meu sobrinho, mas ele está sem a gente. O senhor pode comprar cem reais de comida e levar para ele? Depois eu pago o senhor.
- Claro, Luiz. Não se preocupe. Descanse e se recupere. Aqui, a gente vai cuidar dele. Eu estou pedindo para Jesus te fortalecer para que você volte logo...
- Ah, Professor, pede sim. 

Desliguei o telefone com o peito apertado. Luiz já ouvira sobre Jesus, mas tínhamos planos de começarmos a compartilhar as histórias bíblicas com ele. Seria uma oportunidade para ele aprender, mas essa parada dele no hospital nos pegou de surpresa. 

O filho do Luiz deve ter uns dez anos de idade... Ele ficou, mas não ficou sozinho. Está com um dos tantos sobrinhos do Luiz. Peguei o carro e fui fazer as compras determinadas pelo Luiz. Já havia suspeitado de que havia algo por trás dessa história toda, mas só confirmei minhas suspeitas quando parei o carro na frente da casa do Luiz e ele veio ao meu encontro: o Feiticeiro. Já escrevi diversas vezes sobre ele... Além disso ele também ficou conhecido aqui na região como o “índio que cura em nome de Jesus, Maria e José”. Ano passado, escrevi uma série de dez histórias sobre ele e sobre o maior perigo que assola o trabalho missionário no confronto com a cosmovisão animista: o perigo real do sincretismo.
- Professor, tudo bem?
- Sim, chegamos tem uma semana.
- Eu estou aqui com a minha família há um mês.
- E o filho do Luiz? Está aí?
- Está.
- É porque o Luiz pediu que eu trouxesse umas compras para ele. 
- O que o Luiz te falou?
- Para fazer umas compras para o filho... Ele vai demorar a voltar.
- Eu sei. Eu estou aqui fazendo pajelança para descobrir quem tem inveja dele e curá-lo desse mal.
- Então, você está fazendo pajelança para ele?
- Sim. E a próxima vez que você falar com ele no telefone, lembre para ele que ele tem uns amigos brancos lá em São Paulo que com certeza vão poder ajudá-lo também, assim como você está ajudando...

Este é o desfecho da história: o Feiticeiro está fazendo pajelança para o Luiz. E, assim como o médico do branco é caro, o médico do índio também é muito, mas muito caro. As compras não eram bem para o filho, mas o Luiz está endividado com o Feiticeiro por causa das pajelanças que ele está fazendo. E o Feiticeiro deve estar cobrando muito caro, porque está pressionando o Luiz a arranjar outros amigos para cobrir a dívida. O próprio fato de o Feiticeiro estar aqui na cidade morando na casa do Luiz já faz parte do pagamento dessa dívida. 

O Pajé e o Feiticeiro cobram um preço muito alto por suas consultas e curas, pois na cultura dos povos daqui nada é de graça: nenhum presente, nenhuma oferta, nenhuma ajuda ou benefício. Seja na relação com os seres espirituais, seja na relação entre os seres humanos, todos estão sempre em dívida uns com os outros. 

Ore para que a Graça de Deus seja revelada a esses povos!” 

Esta história me tocou por vários motivos, e me fez questionar várias coisas, entre elas, a mais importante, é o nosso [meu, quero dizer] envolvimento com a obra de proclamação do Evangelho. Sei que nem todos são chamados para evangelizar, mas a responsabilidade de testemunhar a Cristo é obrigação e dever de todos. Se não sou capacitado por Deus a evangelizar as pessoas [proclamar verbalmente a fé], sou obrigado a ter uma vida cristã na qual as pessoas, mesmo sem ouvir uma única palavra evangelizadora, “vejam” o Evangelho. Muitos negam o que dizem com o seu testemunho pessoal, enquanto outros afirmam o que não disseram com o seu testemunho pessoal. A nossa trajetória neste mundo tem por objetivo nos fazer, cada dia mais, semelhantes ao Filho de Deus, Jesus Cristo. O que refletirá na proclamação do Evangelho, seja por meios verbais, seja por atitudes. O ideal é que ambos os meios sejam igualmente santificados e se assemelhem com aquilo que Cristo disse e fez. 

O certo é que ninguém poderá viver o que diz se não for resgatado e regenerado por Cristo, mas muitos não precisarão dizer o que são, pois suas vidas resultam em louvor e glória para o bom Deus, na medida em que testemunham que Cristo vive nelas assim como vive no que fazem.

Então, pergunto: Em quê esse relato pode se relacionar com o nosso estudo? Ou melhor, com o foco do nosso estudo? 

Com a resposta, cada um dos eleitos, regenerados e salvos pelo sangue do nosso Senhor, derramado na cruz.

Nota: 1-Aula realizada em 05.02.2012, na E.B.D, do Tabernáculo Batista Bíblico;
2-Tenho recebido "feedbacks" de alguns irmãos sobre as aulas, aqui, através do meu email, e pessoalmente. Se você ainda não o fez, por favor, gostaria da sua opinião. Se não quiser torná-la pública, envie uma mensagem para o meu endereço pessoal: dosty@monergismo.com Ser-lhe-ei grato. Ah... valem tanto elogios como censuras, mas as que trazem algum crescimento e aprimoramento são as que apontam acertos e falhas. 
3-O áudio desta aula pode ser baixado em Aula 18.MP3

14 comentários:

  1. Oi Jorge,

    Muito boa essa sua atitude de avaliar o que tem sido aprendido e apreendido pela sua congregação.

    Ao memso tempo, que história triste esta contada pelo seu amigo, o pior é que temos visto isso emmuitas igrejas que se dizem cristãs. São rituais dignos do candomblé e da pajelança.

    Abraços fraternos.

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  2. PRIMEIRA: AVALIAÇÃO 

    Primeiro, gostaria de saber a opinião dos irmãos em relação ao nosso estudo. O que têm achado? R: Eu tenho gostado muito. Sempre aguardo o próximo estudo.

    Segundo, em quê o presente estudo tem contribuído para a melhoria da sua vida cristã? R: A volta ao primeiro amor, a redescoberta das bases, daquilo que foi o fundamento de tudo.

    Terceiro, aponte o que foi que melhorou, caso tenha melhorado. R: Minha leitura da Palavra e minha vida devocional. O estudo me leva ao texto bíblico e o texto me leva à oração. Minha leitura da Palavra se torna mais reflexiva, porque os estudos apontam novas áreas que preciso estudar e meditar mais.

    Quarto, o estudo deve trazer conhecimento, informação. Mas também uma aplicação prática. Você pode apontar em quais pontos este estudo contribuiu no seu dia-a-dia? R:Minha vida devocional. É sempre um corre-corre e o perigo do ativismo é uma constante na vida do cristão. Então, parar, ler, discutir, refletir, orar são oportunidades de crescimento espiritual.

    Quinto, você acredita, realmente que o estudo da Confissão de Fé Batista pode torná-lo(a) em um cristão melhor? Por que? R: Como disse, traz de volta ao primeiro amor. Há mais de quinze anos que houve minha conversão e, como passei muito tempo isolado (sem faculdade, mestrados, cursos, etc), acompanhar esse estudo tem me trazido maior intimidade com Deus. E o espaço do blog é uma sala de aula, porque posso me manifestar e aprender.

    Estudar a Confissão de Fé nos posiciona diante da nossa cultura brasileira que também é extremamente sincrética. O animismo, seja indígena, seja africano, misturado ao espiritismo europeu e ao romanismo dá um caldo enorme que precisamos enfrentar diariamente no Brasil - somos missionários aqui mesmo e o desafio é enorme com nosso povo. Assim, a fé que uma vez por todas foi entregue aos santos precisa ser sempre relembrada, reensinada. Aliás, essa é a pedagogia de Deus, sempre relembrando ao povo a sua Aliança.

    Para mim, Jorge, foi um presente de Deus poder estar estudando contigo.

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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  3. Ednaldo,

    confio em Deus, mas não confio nem um pouco em mim mesmo; por isso, apesar do estímulo e aprovação de alguns irmãos, achei prudente ver o que a "classe" tinha a dizer. Surpreendi-me mesmo com a posição de alguns irmãos. Pensei que havia um certo dispersamento durante as aulas por parte deles, mas percebi que estava errado, graças a Deus. De que eles não só prestavam atenção à aula como também faziam revisões com os textos e áudios postados no blog da igreja. Tomei conhecimento também de irmãos que têm acompanhado o estudo e mesmo baixado as aulas para ouvi-las enquanto executam outras tarefas.
    Na verdade, pude perceber não somente a fidelidade do Senhor para comigo com este estudo, no sentido de que ele tem me feito crescer e aprender e rever muito do "meu" cristianismo, mas que outros irmãos têm sido abençoados com o estudo, aprendido, revisto e avaliado o "seu" cristianismo também.

    Quanto ao relato do meu amigo missionário, esse sincretismo está presente, infelizmente, em muitas igrejas, especialmente naquelas que acusam o estudo bíblico e a meditação bíblica como "letra morta", dando vazão aos sentimentos e emoções mais baixas do ser humano [no sentido de confundi-las com manifestação divina, por isso o grau de baixeza].

    Mas oremos para que Deus no use e no envie a revelar a verdade, Cristo crucificado e o seu evangelho de vida, aos necessitados. Assim como nós mesmos somos necessitados, mas sustentados por Deus e sua palavra bendita, seremos cheios do Espírito.

    Grande e forte abraço!

    Cristo o abençoe!

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  4. Fábio,

    o irmão tem sido um dos grandes incentivadores deste estudo, e, publicamente, agradeço-o de coração, porque, através de você, tenho me empenhado mais em aprender e procurar, com todas as minhas limitações, levar aos irmãos o melhor daquilo que Deus me deu, e que não posso não-fazer.

    Saber que um homem como você, com o seu conhecimento e trabalho devotados a Deus incessantemente, pode ter a sua comunhão com Deus melhorada, através de mim, que talvez seja digno de ser seu aluno, não mais do que isso, ensina-me muito sobre humildade. Faz-me ver como a multiforme graça de Deus é abundante e maravilhosa, mas sobretudo, faz-me ver que nada do que supomos ser, por nós mesmos, é verdadeiro, pois se o somos, é pelo poder de Deus operando em nós; e, por isso, como servos inúteis, devemos louvá-lo e glorificá-lo pelo que ele é, e jamais pelo que somos, ainda que o que sejamos é fruto completo daquilo que ele fez em nós, pelo seu poder.

    Neste breve tempo em que nos conhecemos, aprendi muito o que é sujeição a Deus, e reconhecer que jamais devemos nos considerar superiores. Deus tem me usado neste ministério sobretudo para me ensinar a ser humilde e a servir. Ainda que eu fique vez ou outra preocupado com o meu desempenho como professor, com a minha "imagem", ele tem me agraciado com a sua bondade e misericórdia, de forma que revela-me o seu amor e cuidado, não somente comigo, mas principalmente com os meus "alunos"; Deus tem se mostrado minuciosamente cuidadoso com o seu povo, e isso eu posso ver claramente no temor, zelo e reverência com que me dirijo aos irmãos, com que elaboro os estudos. O que não quer dizer que eu não vá errar, exagerar ou mesmo extrapolar em algum ponto.

    Se o estudo parasse agora, por qualquer motivo, eu já me sentiria imensamente grato a Deus por tudo que ele tem me ensinado, e por tudo que eu tenho aprendido; especialmente que, através de mim, Deus está cuidado de todos, e através do irmão, de outro irmão, e mais outro, ele cuida de mim.

    A ele, honra, glória e louvor, para sempre!

    Grande e forte abraço!

    Cristo o abençoe!

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  5. muito bom irmão jorge, o feedback sempre proporciona crescimento..

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  6. Caro

    De minha parte segue:

    1. Primeiro, gostaria de saber a opinião dos irmãos em relação ao nosso estudo. O que têm achado? [Aponte os pontos favoráveis e os desfavoráveis].

    - As aulas são ótimas;
    - Gostaria de ser seu aluno e estar lá para no debate oral, implicar com você e tirar o máximo proveito da troca que as aulas presenciais permitem;
    - Como postagem no blog, prefiro todavia aqueles textos e reflexões mais rápidas e polêmicas;
    - Eu mudaria a abordagem, continuaria dando as aulas e as publicando em algum lugar mas no blog em questão abordaria os mesmos assuntos mas de forma mais provocante;
    - Achei tudo muito bom e embasado, alguma coisa aqui e ali eu implico só para não perder o hábito;
    - Os blogs antigos tomavam menos o meu tempo, os atuais são mais longos e pesados;
    - Acho que o melhor feedback deve ser tomado dos teus alunos lá na EBD;
    - Se as aulas ao vivo estão sendo boas ou não vai depender da didática e da forma como você lida com o falar em público;
    - As vezes bons escritores não dão bons professores o contrário também sendo verdadeiro;
    - Não desanime.

    ...

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  7. ...



    2. Segundo, em quê o presente estudo tem contribuído para a melhoria da sua vida cristã?

    - Sempre todo texto agrega valor ao emaranhado de outras teias que já foram feitas no cérebro em relação a outras leituras.
    - Conhecer a forma batista reformada de se ver como fé cristão, é válido portanto para somar ao que já sei de outros.
    - Só tem piorado na verdade (a minha vida cristã)... risos... Pois quanto mais leio mais tenho um sentimento que o padrão de santidade que Deus de fato merece está anos-luz ainda distante do que tenho vivido no dia-a-dia.

    3. Terceiro, aponte o que foi que melhorou, caso tenha melhorado.

    - Ainda estou aguadando os argumentos contra o batismo infantil para ver se alguma coisa difere dos presbiterianos... risos... Até agora tudo muito parecido. Gostei em especial da parte que fala dos diferentes nomes de Deus encontrados na Escritura.

    4. Quarto, o estudo deve trazer conhecimento, informação. Mas também uma aplicação prática. Você pode apontar em quais pontos este estudo contribuiu no seu dia-a-dia?

    - Já respondi no item 3.

    ...

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  8. ...


    5. Quinto, você acredita, realmente que o estudo da Confissão de Fé Batista pode torná-lo(a) em um cristão melhor? Por que?

    - Veja, não desanime.
    - Se eu fosse um catecúmeno, um iniciante, com certeza teria ajudado em muito.
    - Todavia já temos nós dois alguns passos na fé e na leitura de textos semelhantes, logo a Confissão de Fé Batista só solidifica ainda mais o que já sabemos de outras fontes.
    - E é um alívio saber que eu não teria problemas em congregar em uma igreja Batista deste tipo, todavia as que eu conheço aqui na minha terra, são todas sinergistas e já não seguem tal Confissão de Fé.

    6. Então, pergunto: Em quê esse relato pode se relacionar com o nosso estudo? Ou melhor, com o foco do nosso estudo?

    - Sobre a história do Luiz... Não entendi muito bem a relação dela com o teu estudo da Confissão Batista, todavia pessoas como o Luiz que são reféns do sincretismo cristão-pagão, é que são os mais necessidatos de aulas como as tuas, ou seja, estudar os credos a partir das escrituras. Fazemos isto na igreja presbiteriana na classe dos catecúmenos.
    - O conhecimento das confissões que são resumos sistemáticos do credo cristão de uma forma geral, retira o elemento da ignorância e o liberta ou permite libertá-lo de jogar em todas as frentes, tipo ora a Deus, mas ao mesmo tempo encomenda um serviço do Feiticeiro, etc...
    - Não sei se entendi muito bem, mas espero ter ajudado.

    Abraço!

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  9. Aqui vai a opinião de um neófito meio desigrejado.

    Primeiro, gostaria de saber a opinião dos irmãos em relação ao nosso estudo. O que têm achado? [Aponte os pontos favoráveis e os desfavoráveis].
    R. Os temas são interessantes, abordados com seriedade, competência e clareza didática.

    Segundo, em quê o presente estudo tem contribuído para a melhoria da sua vida cristã?
    R. São uma oportunidade de conhecer e refletir sobre a doutrina. Esta reflexão além de ampliar o conhecimento também fortalece a devoção.

    Terceiro, aponte o que foi que melhorou, caso tenha melhorado.
    R. Minha compreensão sobre os aspectos doutrinários abordados e, com isto, melhor consolidação de idéias e perspectivas.

    Quarto, o estudo deve trazer conhecimento, informação. Mas também uma aplicação prática. Você pode apontar em quais pontos este estudo contribuiu no seu dia-a-dia?
    R. Estudos sérios e bem fundamentados, realizados com amor e espírito de serviço, como é o caso, sempre contribuem para o enriquecimento da nossa vivência cristã. Capazes de entender melhor as situações somos levados a um melhor posicionamento prático. Cito um pequeno e singelo exemplo: agora sei porque sou um privilegiado em poder chamar a Deus de Pai, em gozar desta intimidade; com isto gostaria de estender este privilégio a muitos.

    Quinto, você acredita, realmente que o estudo da Confissão de Fé Batista pode torná-lo(a) em um cristão melhor? Por que?
    R. Sim. Em parte respondi anteriormente, acresço apenas que uma vivência mais consciente na jornada cristã contribui para tornar-nos melhores – evidente que não se pode esquecer a Misericórdia e Graça daquele que põe à nossa disposição estes recursos. Ao falar nisso penso naqueles que, vitimas da ignorância, entregam-se nas garras de lobos travestidos de cordeiros.


    SEGUNDA: TEXTO PARA MEDITAÇÃO

    Além da corrosão sincrética, herança do romanismo e típica da cultura brasileira, penso na decepção do missionário ao constatar o real resultado de seu trabalho. Contudo, creio que fé e conversão são assuntos exclusivos de Deus. É dele a determinação quanto a quem, como e em que momento. Ao missionário – e também a nós – cabe não desanimar e prosseguir no trabalho com afinco e humildade.

    Agradeço ao Senhor pelas bênçãos de sua inspiração e dedicação.

    Grande abraço,

    Jairo

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  10. Meus irmãos,
    desculpe-me a demora em responder, mas é que andei meio "avariado" por conta da saúde, e não deu para atualizar os blogs como deveria. Tentarei responder o mais objetivamente que puder, mesmo sabendo que objetividade não é uma das minhas virtudes... [rsrs]. Vamos lá!

    Adilson,

    obrigado pela visita. Espero, e oro, para que essa série de estudos seja edificante para os irmãos, e que Deus seja glorificado com ela. Como disse no texto e no áudio, sou quem mais está sendo beneficiado com este estudo, e agradeço a Deus pela atenção e cuidado com que tem me sustentado.

    Grande e forte abraço!

    Cristo o abençoe!

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  11. Natan,

    obrigado por seu comentário.

    É o seguinte, sem entrar em todos os pontos abordados por você:

    Rapaz, seria uma honra tê-lo na sala de aula, especialmente porque você teria muito a acrescentar a todo este estudo, por todo o seu conhecimento, e zelo para com a fé cristã. Você pode, inclusive, interagir mais, comentando, e revelando as suas "rabugices" [rsrs] por aqui. Será de muita ajuda, e para o crescimento de todos nós.

    Quanto às antigas postagens, creio que as "polêmicas" não demorarão a aparecer... Há pontos complexos e que suscitarão "pendengas" por aqui. Mas, de certa forma, entendo que Deus quis me dar "um tempo" quanto as polêmicas, de forma que a minha fé esteja mais alicerçada e embasada, e um tempo para eu refletir mesmo naquilo que considerava "intocável" e "imexível". Tem sido de grande valia este estudo, principalmente porque tenho ponderado em meus erros e nos eventuais acertos, e no seu fortalecimento, e na descoberta de outras possibilidades [o que não quer dizer que sejam fundamentos, mas podem me levar até eles].
    Infelizmente, o tempo anda curto para as postagens do tipo "antigas" e o estudo. Penso que Deus quis mesmo que eu desse um tempo, para aprender e fortalecer-me na fé.

    Sobre os áudios das aulas, você poderá avaliá-las, pois estou postando-as junto com o texto [acho que a partir da aula 6]. Seria bom se você ouvisse e emitisse a sua opinião, já que sou "marinheiro-de-primeira-viagem".

    Sobre o batismo infante... será uma boa discussão mais à frente.

    No mais, um grande e forte abraço, meu amigo e irmão!

    Cristo o abençoe!

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  12. Jairo,

    neófito, todos somos, de certa forma, visto o conhecimento exaustivo de Deus ser inalcançável, e, por mais que o conheçamos, sempre será insuficiente. Mas naquilo em que ele se revelou, e nos ordenou a fazer, todos podemos cumprir e exercer.

    Desigrejado é algo triste. O "meio", quer dizer que você não está totalmente. Mas penso que você deveria orar e buscar uma igreja local onde possa servir, unindo-se e cumprindo esse importante preceito divino. Estarei orando por você, também, para Deus destiná-lo a um corpo local, onde sua palavra seja proclamada e seu nome honrado.

    Obrigado por seu comentário. É estimulante saber que outros irmãos, além dos da minha igreja, estão sendo abençoados com este estudo. Deixo claro, não somente a você, mas a qualquer um, que será sempre bem-vindo qualquer comentário, mesmo críticas quanto ao conteúdo, exposição, etc. É assim que aprendemos, e assim que ensinamos.

    Algo que esqueci de responder ao Natan, e aproveito para fazer aqui, é sobre o texto do missionário. Na verdade, eu quis que cada um de nós avaliasse em quê o ensino tem sido relevante para o nosso dia-a-dia; como podemos aplicar o que temos estudado. A questão do texto nos revela a dificuldade que a cosmovisão cristã tem enfrentado em uma sociedade pagã e sincretista. Não é preciso ir a uma aldeia indígena. Uma conversa com o vizinho, o colega de trabalho, ou mesmo um familiar, nos apontará como a visão das pessoas é antibíblica, e como devemos aplicar a biblicidade diariamente.

    Também, me faz avaliar em quê temos sido negligentes quanto ao sustento e manutenção de missionários e evangelistas mundo afora, como propagadores do Evangelho de Cristo.

    No mais, obrigado por sua participação, e que venham mais vezes, meu irmão!

    Grande e forte abraço!

    Cristo o abençoe!

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  13. Jorge, sobre este teu último comentário ao Jairo, deixa te contar o que aconteceu por aqui. Visitando a casa de uma família, a mãe disse que desde criança ia à benzedeira e que não via problema com isso, porque os índios da região também tem suas ervas e elas realmente curam. Aí eu disse, "olha, que erva cura, cura, pois ervas são presentes da criação de Deus para nossa saúde, mas os índios acreditam que cada erva tem um dono, um espírito que é o dono da erva, então eles tem que barganhar com o espírito de tal erva caso queira usá-la. Assim também é a benzedeira, o problema não é a erva, que pode ser medicinal, mas a benzedeira acredita que o ritual que ela faz tem o poder de trazer a cura e tudo isso é abominação a Deus"!

    Saindo um dia desses pela rua, encontrei um indígena todo feliz que compartilhou na maior felicidade e certo de que teria minha aprovação: "Fábio, eu estou com uma dor nas costas e eu vou para uma benzedeira resolver isso"! - O salto que ele deu do animismo indígena para o cristianismo mistico foi esse: largou o pajé e correu para a benzedeira!

    Por tudo isso, acredito que missões é ensino, antes de tudo. Veja as confusões de sincretismo da Igreja Mundial, da Universal e da Internacional - são igrejas com um apelo enorme às classes D e E, porque conseguem fazer com que as pessoas façam esse salto de apenas cristianizar suas antigas práticas pagãs e animistas: elas largam a macumba, por exemplo, e passam para os rituais "cristãos evangélicos de poder".

    Discipulado e ensino - "ide por todo mundo e ENSINAI tudo o que vos tenho dito..." eis o desafio da Igreja.

    Abraços sempre afetuosos.

    Fábio.

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  14. Fábio,

    é... Infelizmente o que muitos ditos "profetas" do evangelho têm proclamado é a mentira e a desfaçatez. Essa história de que importa falar de Cristo, de qualquer jeito, não é bíblica nem verdadeira. Importa falar de Cristo, mas importa se falamos o que Cristo nos ensinou ou não. Quando proclamamos "outro evangelho", não estamos ensinando às pessoas o Evangelho. É mais ou menos o mesmo que a ideia universalista vem dizendo há tempos: qualquer caminho leva a Deus, importa é você buscá-lo, do seu jeito. E isso é mentira, engodo, falácia! E o que temos, travestido de cristianismo, por aí, é o sincretismo, o paganismo, em suas mais profundas e visíveis manifestações, como você tão bem disse e citou.

    Abração!

    Cristo o abençoe!

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